{"id":6209,"date":"2013-11-24T17:45:31","date_gmt":"2013-11-24T20:45:31","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=6209"},"modified":"2013-11-24T18:59:59","modified_gmt":"2013-11-24T21:59:59","slug":"dedos-de-prosa-ii-17","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-ii-17\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em> S\u00e9rgio Tavares<\/em><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_6211\" aria-describedby=\"caption-attachment-6211\" style=\"width: 374px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/INTERNA6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6211\" title=\"Julia Debasse\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/INTERNA6.jpg\" alt=\"\" width=\"374\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/INTERNA6.jpg 374w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/INTERNA6-224x300.jpg 224w\" sizes=\"auto, (max-width: 374px) 100vw, 374px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6211\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Julia Debasse<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>As moscas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Airam caminhou at\u00e9 a mesa, matutando o que poderia fazer. Nua, cortou o ar espesso e febril, os p\u00e9s em carne escura macerando a terra cozida. As moscas esvoa\u00e7avam em torno do seu corpo, atra\u00eddas pelo alm\u00edscar do sexo e a do\u00e7ura do leite em placas viscosas \u00e0 roda dos mamilos rachados. De quando em vez, ela consentia aos insetos seus banquetes. Por que somente a crian\u00e7a e o marido deveriam ter direito a essas partes? Airam se retirava at\u00e9 o catre de palha, onde o casal se recolhia, e se solidarizava ao apetite das moscas. As pernas abertas configuravam o convite ao fartum que atra\u00eda as famintas. Era, em si, um estado de sossego para Airam. Uma desapari\u00e7\u00e3o em deleite e estupor, que transportava suas ideias para um vale de montanhas escarpadas recobertas por grada\u00e7\u00f5es de verde e azul, de frescor e absorv\u00eancia. Sentindo as moscas sugarem o suco da fenda, as patinhas peludas ro\u00e7agando seu ventre na escalada rumo aos seios, Airam se intoxicava com magras doses de prazer. Um epis\u00f3dio raro de enlevo capaz de evocar epifanias do c\u00e9u ou do inferno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Airam acercou a mesa e socou o tampo com o punho fechado. Um gesto feito de brusquid\u00e3o para deter o choro desabalado da crian\u00e7a e espantar os saqueadores de provis\u00f5es que se fartavam daqueles restos vitais. Uma nuvem em v\u00e1rios tons de zumbidos ergueu um voo err\u00e1tico, enquanto dois calangos escaparam por uma rachadura no barro que conformava as paredes come\u00e7ando a esfarelar por conta do calor atroz. Os clandestinos respeitaram Airam, a crian\u00e7a sequer por um triz. Os gritos incontidos percorriam a constitui\u00e7\u00e3o tosca do casebre de taipa, sem fuga naquela caixa abafada e contundente, irradiada pela fornalha do meio-dia. A crian\u00e7a estrilava e se engasgava com o sopro \u00e1spero que extra\u00eda dos pulm\u00f5es. Iov\u00e9 era o seu nome. Cinco meses de vida, cria de Airam e o marido, parida sobre palhas pelos meios naturais dos mam\u00edferos. Dor e fome eram a causa do desalento (a carne rec\u00e9m-nascida sendo cozida), conquanto Airam acreditasse que havia uma mentira naquela algazarra, uma a\u00e7\u00e3o dissimulada para ruir de vez com sua sanidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do punho fechado, ela dobrou os dedos, aferrando as unhas no tampo. A mesa avariada, conforme Airam, trazia singularidades daquela vida vulgar. Inanidade era a principal delas. A mesa era indiferente aos castigos da esta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se importando com o surro que se alojava nos sulcos da madeira, com os insetos escrotos que escalavam seus p\u00e9s. A mesa n\u00e3o reclamava ou sentia. N\u00e3o se apegava ao desespero da crian\u00e7a. Airam tampouco. N\u00e3o conseguia, por outro lado, deter a libido do marido que evolu\u00eda mesmo sem complac\u00eancia. Neste caso, ela simplesmente se colocava de quatro, deitava a testa na palha e se entregava \u00e0 condu\u00e7\u00e3o dele. O calor certamente tivera a sua parte nos primeiros coitos, mas, de maneira paulatina, o desejo foi minguando \u00e0 medida que eles pagavam a consequ\u00eancia nociva do ato: a c\u00f3pula aumentava a fome e atra\u00eda mais moscas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Havia outra raz\u00e3o para a secura sexual entre Airam e o marido. Alisando o tampo da mesa, ela sentia no contato dos dedos as cicatrizes e lascas na madeira, que era a mesma sensa\u00e7\u00e3o de acariciar o pr\u00f3prio corpo. Airam nua era uma t\u00e1bua sem espessura e desidratada. Criatura minguada, tinha pernas na fei\u00e7\u00e3o de galhos secos. Os seios fl\u00e1cidos pendiam num abd\u00f4men desenhado por faixas de costelas, pelos pubianos lhe arvoravam do ventre ao umbigo. A tez era escura e lustrosa do tom da resina que antes cobria a mesa. Rosto encovado, olhos grandes e escuros, cabelos crespos na altura dos ombros. Airam tinha em si a vida insustent\u00e1vel daquele deserto, a pr\u00f3pria esterilidade do solo. Sua apar\u00eancia era algo de dar pena. Um corpo fraco, um \u00fatero doente. Por duas ocasi\u00f5es, antes de Iov\u00e9, ficou gr\u00e1vida durante alguns meses, antes de abortar naturalmente. No primeiro caso, tr\u00eas meses; no segundo, dois. De modo que, ao constatar o atraso da regra, crescia o temor quanto \u00e0 poss\u00edvel gravidez e, inevitavelmente, a sua descontinua\u00e7\u00e3o. Sendo assim, a gesta\u00e7\u00e3o de Iov\u00e9 foi o pior per\u00edodo em que Airam passou sozinha, mais que os dias perseguidos pela fome ou pelo ex\u00edcio. Assistir \u00e0s muta\u00e7\u00f5es do seu corpo numa contagem regressiva at\u00e9 o momento em que a primeira nesga de plasma deslizou por entre as suas pernas foi cruel o suficiente para anular qualquer tra\u00e7o da felicidade que acomete a mulher que ganha um filho. Airam pensava nisso, alisando ainda o tampo, depois agarrou uma cumbuca e encheu com a \u00e1gua concentrada no fundo da ca\u00e7amba. Engoliu o l\u00edquido com as larvas. A gravidez foi um erro; ter se completado, uma trag\u00e9dia. Dando vida ao filho, ela se matava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Iov\u00e9 trovoava a valentia da tempestade que nunca vir\u00e1. O gume da voz rasgava o ar em golpes grosseiros, lanhava as paredes do casebre sem compartimentos distintos. Em Airam, penetravam as ideias a ponto de fabricarem pensamentos cru\u00e9is. Na companhia das moscas, ela se postou sobre o ninho feito de palhas e panos, fitando o berreiro da crian\u00e7a atrav\u00e9s da prote\u00e7\u00e3o de fil\u00f3. Iov\u00e9 estava uma bola de sangue. Cinco meses com a complei\u00e7\u00e3o de um feto, todo em pele e osso sen\u00e3o pela barriga dilatada, um reprodut\u00f3rio de vermes. Tinha c\u00f3lera, a causa da pasta lodosa que manchava os panos e os flancos do corpo franzino. Por isso chorava, estava sujo e doente. Subalimentado. O cheiro das fezes deixava as moscas em polvorosa, afastando-se do corpo de Airam, e desabando feito contas escuras \u00e0 procura de rasgadelas no fil\u00f3 que cobria o ninho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A falta de amparo transfigurava o rosto macilento num esgar afogueado. Chacoalhava os bra\u00e7os em busca de ar nos finos intervalos entre berros e solu\u00e7os. Iov\u00e9 bramia, rugia, balia, clamava, esperneava e, quanto mais o fazia, mais recendia o \u00f3dio em Airam. Era um embuste, ela conhecia aquele pequeno verme. Sabia que toda a choradeira se valia ao \u00fanico desejo de sugar seus seios. Mas chupar o qu\u00ea? Estavam t\u00e3o secos quanto os po\u00e7os que circundavam o casebre, as \u00e1rvores que se retorciam at\u00e9 estalar. Se quisesse extrair dali seu sangue, ela estava \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. Ainda que, depois de tantas secas, ela soubesse que o sangue deles se tornara uma massa escuri\u00e7a que n\u00e3o mais derramava da carne. Airam voltou a pensar no sentido da gravidez. Para que vir a esse fim de mundo? Para berrar contra ele? Por que simplesmente n\u00e3o morre em sil\u00eancio, da mesma maneira que fizeram os cachorros, as galinhas e os porcos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem resposta, Airam arrastou-se at\u00e9 um canto da parede, onde repousava um cesto de vime. Ali guardava vestimentas e panos, tecidos conservados \u00e0 temperatura da fornalha. Catou um peda\u00e7o de malha branca e retomou a posi\u00e7\u00e3o sobre o ninho. Iov\u00e9 chorava aos gritos, no entanto, \u00e0 men\u00e7\u00e3o de desatar o n\u00f3 que prendia as duas caudas do fil\u00f3, foi aquietando-se de maneira paulatina, prestes a n\u00e3o emitir um silvo. O rosto recuperava a palidez, olhos vidrados nos movimentos pendulares dos seios da mulher acima. O sil\u00eancio t\u00e3o esperado deu-se ent\u00e3o. Sobraram apenas os zumbidos das moscas. Um mal menor, contudo. Os insetos se aglomeravam nos pulsos e dedos dela, ferrenhamente em busca de um acesso ao ninho desfeito. Tomada por um gesto s\u00f3 legitimado pela maternidade, Airam umedecia a malha em toques na ponta da l\u00edngua, em seguida apagava o desasseio no corpo da crian\u00e7a. Iov\u00e9 assistia ao zelo calado; talvez confuso, talvez se sentindo vitorioso. Certa apenas era a avidez para abocanhar os seios doces como as frutas que n\u00e3o sabia existirem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minutos depois, Iov\u00e9 estava limpo o suficiente para n\u00e3o causar asco. Airam ent\u00e3o o al\u00e7ou pelas axilas e o retirou da redoma. A entrada franca foi um convite mais que irrecus\u00e1vel para as moscas, que avan\u00e7aram a toda sobre a pasta lodosa com suas sedes por imund\u00edcie. Airam sentia a crian\u00e7a. T\u00e3o leve e fr\u00e1gil, que seria f\u00e1cil demais mat\u00e1-la com uma queda. Um descuido, juraria ao marido. Simplesmente ela teria de recolher os dedos, um por um, e naturalmente Iov\u00e9 bateria de cabe\u00e7a na dureza do ch\u00e3o. Quebrar o pesco\u00e7o, uma sa\u00edda sedutora. Airam puxou um dedo, depois outro, o terceiro e desceu a crian\u00e7a at\u00e9 o alento do colo, apoiando suas costas no antebra\u00e7o dobrado, a testa colada na arma\u00e7\u00e3o ossuda da clav\u00edcula. Iov\u00e9 se inquietava com o cheiro do leite ressecado no seio, balan\u00e7ando as pernas no ar. Olhos grandes e escuros semelhantes aos da m\u00e3e, ela o encarava. Um rumor de excita\u00e7\u00e3o, um agito de s\u00faplica. Ins\u00e2nia, Airam entoava \u00e0 medida que descia o bra\u00e7o at\u00e9 a medida do desejo da crian\u00e7a, antevendo a press\u00e3o que lhe cobraria um grito. Iov\u00e9 abocanhou seu seio com gana. Uma mordida de gengivas, dolorida e malograda. Matar \u00e9 bondade aqui, disse para si mesma. E tomada por um nojo pr\u00f3prio, cuspiu, com toda for\u00e7a, no rosto daquilo que tentava extrair dela a vida, tola criatura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sob a ditadura do Sol, eles aprenderam a viver entre perdas e puni\u00e7\u00f5es. A sobreviv\u00eancia desvalida dessa condi\u00e7\u00e3o era n\u00e3o s\u00f3 imposs\u00edvel como inarr\u00e1vel. O Sol n\u00e3o permitia rebeli\u00f5es. Controlava o tempo, os imperativos do corpo, a textura do cen\u00e1rio e os flagelos di\u00e1rios; um reinado fundamentado em repeti\u00e7\u00f5es. Na aragem da manh\u00e3, o avan\u00e7o do manto n\u00e1car vestindo a terra; ao meio-dia, o fervilhar do ar e a explos\u00e3o das cores; \u00e0 tarde, o c\u00e9u maci\u00e7o em tela de del\u00edrios de fogo e o peso do desencanto; \u00e0 noite, uma aus\u00eancia furtiva, sabotada pelo cheiro ferroso e o halo de vapor entre as constela\u00e7\u00f5es. Os que viviam sob sua tutela, aprendiam a sobreviver segundo sua permiss\u00e3o. Os c\u00e1rceres do Sol eram ceifados de livre-arb\u00edtrio, criados numa colmeia de dissid\u00eancia e torpor. E, a quem relutasse, o calor se encarregava de ruir a sanidade, perambulando sem tr\u00e9gua entre as rachaduras do solo at\u00e9 esfarelar. O Sol transformava o espanto da vida em condena\u00e7\u00e3o desde o parto, preservando a imutabilidade dos dias a fim de n\u00e3o decifrar passado e presente, tampouco futuro. Semeando a desespera\u00e7\u00e3o entre os sobreviventes da seca, revelava que suas exist\u00eancias dependiam restritamente de seguir os mandamentos. A vida que tinham era o barro que pisavam, cuspiam, constru\u00edam suas moradas, enterravam os mortos e viravam ossos. O barro eram eles; eles eram o barro cozido pelo Sol. Airam, Iov\u00e9 e o marido, todos feitos \u00e0 Sua semelhan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(<strong>S\u00e9rgio Tavares<\/strong> \u00e9 jornalista e escritor, autor de \u201cCavala\u201d (Record, 2010), vencedor do Pr\u00eamio Sesc Nacional de Literatura. Tamb\u00e9m foi premiado no Concurso Liter\u00e1rio da Funda\u00e7\u00e3o Escola do Servi\u00e7o P\u00fablico (Fesp\/RJ) e tem textos publicados nas revistas \u201cCult\u201d, \u201cArte e Letra: Est\u00f3rias M\u201d, e no jornal \u201cC\u00e2ndido\u201d, entre outros. O livro de contos \u201cQueda da pr\u00f3pria altura\u201d (Confraria do Vento, 2012) \u00e9 sua obra mais recente<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Tavares e sua in\u00e9dita e visceral narrativa<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6210,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1540,2534],"tags":[1569,1079,81,41,1023],"class_list":["post-6209","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-85a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-as-moscas","tag-cavala","tag-conto","tag-dedos-de-prosa","tag-sergio-tavares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6209","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6209"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6209\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6253,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6209\/revisions\/6253"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6210"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}