{"id":6345,"date":"2013-12-30T15:00:21","date_gmt":"2013-12-30T18:00:21","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=6345"},"modified":"2018-11-27T09:04:16","modified_gmt":"2018-11-27T12:04:16","slug":"aperitivo-da-palavra-i-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/aperitivo-da-palavra-i-5\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novas cartas para uma nova hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Marcos Pasche<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Capa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15524\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Capa.jpg\" alt=\"\" width=\"273\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Capa.jpg 273w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/Capa-205x300.jpg 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 273px) 100vw, 273px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O s\u00e9culo XX foi para a arte ocidental um tempo especialmente marcado pela busca sistematizada de novas formas de express\u00e3o, as quais intervieram diretamente nas maneiras de criar e de perceber as obras. A poesia brasileira do per\u00edodo, muito interessada em emancipar-se esteticamente da Europa, enveredou-se pelos caminhos da transgress\u00e3o de normas e da ruptura com a tradi\u00e7\u00e3o, tendo como primeiro grande expoente dessa diretriz revolucion\u00e1ria o Modernismo, aparecido com a Semana de Arte Moderna, em 1922, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio da segunda metade do s\u00e9culo, surgiu, tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, um movimento que se consagrou por elevar a patamares maiores a reinven\u00e7\u00e3o do discurso po\u00e9tico: o Concretismo. Idealizada e protagonizada pelos irm\u00e3os Haroldo e Augusto de Campos e por D\u00e9cio Pignatari, a poesia concreta ganhou espa\u00e7os dentro e fora das faculdades de letras, foi saudada por outras vertentes art\u00edsticas (como a pintura e a m\u00fasica popular) e ainda hoje se mant\u00e9m, sobretudo em termos de ideologia liter\u00e1ria, como grande for\u00e7a de orienta\u00e7\u00e3o para muitos poetas. Dentre os feitos proclamados pelos pr\u00f3ceres e ep\u00edgonos do Concretismo, destaca-se a primazia no tocante \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de um \u201cismo\u201d verdadeiramente surgido no Brasil, sem tomar de empr\u00e9stimo alguma forma estrangeira para aplic\u00e1-la \u00e0s letras nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas as vanguardas tamb\u00e9m cometem seus enganos, e por isso chama muita aten\u00e7\u00e3o um livro de 1954, pouco comentado \u00e0 \u00e9poca de sua publica\u00e7\u00e3o (ocorrida tr\u00eas anos depois), e ainda hoje, sessenta anos ap\u00f3s sua concep\u00e7\u00e3o, permanece algo desconhecido: <em>Novas cartas chilenas<\/em>, de Jos\u00e9 Paulo Paes. Numa \u00e9poca em que poetas digladiavam-se por conta dos rumos que a arte do verso deveria tomar, polarizando suas ideias entre vanguarda e tradi\u00e7\u00e3o, \u00e9 interessante notar que o livro de Paes afasta-se desse manique\u00edsmo, dirigindo suas aten\u00e7\u00f5es \u00e0 mem\u00f3ria nacional e estabelecendo uma tens\u00e3o entre hist\u00f3ria e historiografia digna das melhores p\u00e1ginas das teorias historicistas, como j\u00e1 se percebe em \u201cOde pr\u00e9via\u201d, poema de abertura:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hist\u00f3ria, pastora<br \/>\nDos alfarr\u00e1bios.<br \/>\nMeretriz do rei,<br \/>\nMatrona do s\u00e1bio (&#8230;).<\/p>\n<p>Histri\u00e3 do rico,<br \/>\nMadrasta do pobre,<br \/>\nCopo de vinagre,<br \/>\nMoeda de cobre.<\/p>\n<p>Estrela da manh\u00e3,<br \/>\nMapa ainda obscuro.<br \/>\nHist\u00f3ria, m\u00e3e e esposa<br \/>\nDe todo o futuro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As <em>Novas cartas chilenas<\/em> foram lan\u00e7adas em 1957, no s\u00e9timo volume da <em>Revista Brasiliense<\/em>, c\u00e9lebre ve\u00edculo da intelectualidade da esquerda brasileira (e, recentemente, foi reeditada na <em>Poesia completa<\/em>, de Jos\u00e9 Paulo Paes). Seu nome \u00e9 derivado da filia\u00e7\u00e3o a uma importante obra da literatura nacional: <em>Cartas chilenas<\/em>, livro atribu\u00eddo a Tom\u00e1s Ant\u00f4nio Gonzaga, e que em meados de 1789 come\u00e7ou a circular de maneira clandestina em Minas Gerais, denunciando satiricamente os problemas da administra\u00e7\u00e3o do governador Lu\u00eds da Cunha Pacheco e Menezes, cognominado na obra como Fanfarr\u00e3o Min\u00e9sio. Apesar da \u00edntima rela\u00e7\u00e3o, os livros possuem peculiaridades marcantes, que na <em>Brasiliense<\/em> foram apontadas em pref\u00e1cio de S\u00e9rgio Buarque de Holanda: \u201cA diferen\u00e7a aparentemente mais importante \u00e0 primeira vista \u00e9 a falta de Fanfarr\u00e3o ou de algum personagem concreto que fa\u00e7a as suas vezes. Mas n\u00e3o estava j\u00e1 ele morto quando circularam aquelas outras cartas chilenas? N\u00e3o, o Fanfarr\u00e3o continua a existir e est\u00e1 presente em todas as p\u00e1ginas deste poema (&#8230;), subdividido em mil fanfarr\u00f5es, sempre cheios de aud\u00e1cia e pompa v\u00e3\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 a partir disso que o livro de Jos\u00e9 Paulo Paes alcan\u00e7a seu grande fator de distin\u00e7\u00e3o. Enquanto o Concretismo, a est\u00e9tica da moda, aprofundava seus exerc\u00edcios metadiscursivos, e uma outra linhagem po\u00e9tica \u2013 enquadrada na vaga denomina\u00e7\u00e3o Gera\u00e7\u00e3o de 45 \u2013 abominava as inova\u00e7\u00f5es para reivindicar espa\u00e7o para uma poesia de inspira\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, as <em>Novas cartas chilenas<\/em> fazem da reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre a vida nacional a sua raz\u00e3o de ser: \u201cOs bandeirantes heris, continuados\/ Em capit\u00e3es de ind\u00fastria, preterindo\/ O sertanismo pela mais-valia\u201d, diz o poema \u201cPor que me ufano\u201d, \u00e1cida s\u00edntese dos momentos decisivos da hist\u00f3ria brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A singularidade do op\u00fasculo de Paes n\u00e3o significa aus\u00eancia de apuro formal. A leitura atenta do livro deixa perceber um poeta altamente familiarizado com as diversas t\u00e9cnicas da escrita em verso, al\u00e9m de revelar que a obra do autor atingia maturidade ainda n\u00e3o vista em seus dois primeiros livros, <em>O aluno<\/em> (1947) e <em>C\u00famplices<\/em> (1951). Davi Arrigucci Jr., em \u201cAgora \u00e9 tudo hist\u00f3ria\u201d (texto de apresenta\u00e7\u00e3o aos <em>Melhores poemas<\/em> de Paes), diz que <em>Novas cartas chilenas<\/em> caracteriza \u201ca f\u00f3rmula pessoal que lhe permitia ao mesmo tempo reler a tradi\u00e7\u00e3o, glosar li\u00e7\u00f5es do passado (como ao reassumir o tom sat\u00edrico das <em>Cartas chilenas<\/em> para falar do presente), aceitar ou n\u00e3o procedimentos da vanguarda coet\u00e2nea e inserir-se, com consci\u00eancia ir\u00f4nica e carga cr\u00edtica, munido de recusas necess\u00e1rias e linguagem sob medida, na perspectiva do mundo contempor\u00e2neo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 o exerc\u00edcio de reler a maneira como fatos importantes da hist\u00f3ria do Brasil foram inseridos no imagin\u00e1rio nacional que d\u00e1 ao livro suas p\u00e1ginas mais brilhantes. Seguindo a disposi\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica convencional, as cr\u00edticas do poeta recaem inicialmente sobre os fundadores do Pa\u00eds, como se v\u00ea em \u201cOs navegantes\u201d: \u201cAchar \u00e9 nossa lida mais constante\/ E lucro nosso empenho mais vezeiro:\/ Hemos a gula vil do mercador\/ Num cora\u00e7\u00e3o febril de marinheiros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Avan\u00e7ando algumas p\u00e1ginas, outros atores do teatro brasileiro entram em cena para tamb\u00e9m serem desmascarados. Por conta disso, o poeta constr\u00f3i um discurso com a dic\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria daquele que \u00e9 desmerecido, criando o seguinte efeito: n\u00e3o h\u00e1 algu\u00e9m falando sobre os personagens da hist\u00f3ria nacional, s\u00e3o eles que falam, inserindo em seu pr\u00f3prio discurso a confiss\u00e3o das atrocidades que efetuaram. \u00c9 o que ocorre em \u201cA m\u00e3o-de-obra\u201d, rasura da <em>Carta do achamento<\/em>, de Pero Vaz de Caminha: \u201cS\u00e3o bons de porte e finos de fei\u00e7\u00e3o\/ E logo sabem o que se lhes ensina,\/ Mas t\u00eam o grave defeito de ser livres\u201d; e tamb\u00e9m em \u201cTestamento\u201d, este versando sobre a heran\u00e7a dos bandeirantes:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alfim, sob o da morte agro comando,<br \/>\nTerminamos a dada, perdoando<br \/>\nA nossos netos o serem bachar\u00e9is<br \/>\nE ao bandeirismo mostrar rev\u00e9is,<br \/>\nPois que no latif\u00fandio e na finan\u00e7a<br \/>\nTamb\u00e9m se alcan\u00e7a, ao cabo, essa abastan\u00e7a<br \/>\nQue apaga o crime e propicia a gl\u00f3ria<br \/>\nDo bronze, onde dormimos, pais da Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais \u00e0 frente, a fase colonial cede espa\u00e7o ao tempo do Brasil j\u00e1 emancipado. L\u00facido, Jos\u00e9 Paulo Paes percebe que apesar das mudan\u00e7as pol\u00edticas, a realidade nacional n\u00e3o se modificou estruturalmente. A exemplo das dicotomias com que a poesia do s\u00e9culo XX foi segregada, as solu\u00e7\u00f5es para os entraves da pol\u00edtica nacional entraram, no s\u00e9culo XIX, num enganoso jogo de cara-ou-coroa. Por essa raz\u00e3o o livro contesta a monarquia, \u2013 \u201cSejamos, na cozinha, escravocratas,\/ Mas abolicionistas de sal\u00e3o:\/A dubiedade \u00e9-nos virtude grata\u201d (\u201cCem anos depois\u201d) \u2013, bem como, no mesmo poema, desnuda hipocrisias republicanas: \u201cVamos fazer a Rep\u00fablica,\/ Sem barulho, sem lit\u00edgio,\/ Sem nenhuma guilhotina, \/ Sem qualquer barrete fr\u00edgio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desviando-se do discurso oficial da hist\u00f3ria, o livro \u00e9 solid\u00e1rio \u00e0queles que pagaram um pre\u00e7o maior por se oporem, por raz\u00f5es diversas, ao poder institu\u00eddo, \u201cMuito antes que vingasse a recente proposta acad\u00eamica de fazer Hist\u00f3ria \u2018pela \u00f3tica dos oprimidos\u2019\u201d, diz Alfredo Bosi no ensaio \u201cO livro do alquimista\u201d. No lance mais bem realizado do volume \u2013 o poema \u201cOs inconfidentes\u201d \u2013, narra-se dramaticamente todo o movimento que levou Tiradentes \u00e0 morte: \u201cUm minuto de s\u00e9culos e o corpo\/ Tomba no v\u00e1cuo, fruto decepado.\/ O calv\u00e1rio cumpriu-se. A luz se apaga\/ Nas pupilas imensas do enforcado\u201d. Mas aqui hist\u00f3ria e poesia unem-se para imprimir no tempo e na mem\u00f3ria coletiva o contragolpe \u00e0s verdades dos que prenderam, torturaram e assassinaram em nome da ordem e da justi\u00e7a:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas reparai, cavalheiros<br \/>\nDa Igreja como do Estado,<br \/>\nQue um her\u00f3i ficou de fora,<br \/>\nEmbora fosse enterrado.<\/p>\n<p>Tiradentes se recusa<br \/>\nAo vosso f\u00e1cil museu,<br \/>\nPanteon de compromissos,<br \/>\nOlimpo de camafeus.<\/p>\n<p>Prefere a pra\u00e7a plebeia<br \/>\nAo p\u00f3 das bibliotecas<br \/>\nOnde, a soldo, vosso escriba<br \/>\nFaz da verdade peteca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meio \u00e0 acidez dos questionamentos, h\u00e1 espa\u00e7o para uma nota de s\u00f3brio (e ir\u00f4nico) otimismo, n\u00e3o por acaso ao fim do livro: trata-se de \u201cPor que me ufano\u201d: \u201cO sol do gr\u00e3o, a esperan\u00e7a da raiz,\/ Sob o signo do Cruzeiro insuborn\u00e1vel,\/ Tendo em conta passados e futuros,\/ Sempre me ufano deste meu pa\u00eds\u201d. As <em>Novas cartas chilenas<\/em>, que j\u00e1 haviam contrariado as tend\u00eancias da poesia e da historiografia nacionais, contrariam agora a pr\u00f3pria postura cortante do livro que passa em revista o passado da p\u00e1tria, ao dar pistas de um sorriso \u00e0 \u201cm\u00e3e gentil\u201d. Ao final da leitura, nada garante que outro Brasil ser\u00e1 poss\u00edvel. Por\u00e9m, ap\u00f3s a mesma, talvez n\u00e3o seja mais poss\u00edvel v\u00ea-lo como antes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nota:<\/strong> O ensaio \u201cO livro do alquimista\u201d, de Alfredo Bosi, \u00e9 o pref\u00e1cio de <em>Um por todos<\/em>, poesia reunida de Jos\u00e9 Paulo Paes lan\u00e7ada em 1986. O ensaio foi reproduzido em <em>C\u00e9u, Inferno<\/em>, do referido cr\u00edtico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(<strong>Marcos Pasche<\/strong> nasceu no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1981. Cursa doutorado e leciona Literatura Brasileira na UFRJ. \u00c9 cr\u00edtico liter\u00e1rio, autor de \u201cDe pedra e de carne: artigos sobre autores vivos e outros nem tanto\u201d. Neste momento, pede aos acidentais leitores que n\u00e3o deixem de assistir ao document\u00e1rio \u201cGarapa\u201d, de Jos\u00e9 Padilha)<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marcos Pasche rememora \u201cNovas cartas chilenas\u201d, obra po\u00e9tica de Jos\u00e9 Paulo Paes<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6346,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1587,2533,16],"tags":[11,914,1588,1276,1589,1591,1590],"class_list":["post-6345","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-86a-leva","category-aperitivo-da-palavra","category-destaques","tag-aperitivo-da-palavra","tag-ensaio","tag-jose-paulo-paes","tag-marcos-pasche","tag-novas-cartas-chilenas","tag-novas-cartas-para-uma-nova-historia","tag-revista-brasiliense"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6345","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6345"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6345\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15527,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6345\/revisions\/15527"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6346"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}