{"id":6886,"date":"2014-03-03T12:13:02","date_gmt":"2014-03-03T15:13:02","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=6886"},"modified":"2018-11-23T11:12:30","modified_gmt":"2018-11-23T14:12:30","slug":"drops-da-setima-arte-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/drops-da-setima-arte-i\/","title":{"rendered":"Drops da S\u00e9tima Arte I"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Claudia Rangel<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jogo de Cena. <\/strong><strong>Brasil. 2007.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/INTERNA-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15518\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/INTERNA-3.jpg\" alt=\"\" width=\"343\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/INTERNA-3.jpg 343w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/INTERNA-3-229x300.jpg 229w\" sizes=\"auto, (max-width: 343px) 100vw, 343px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">\u201cFor what is a man, what has he got?<br \/>\nIf not himself, than he has naugth<br \/>\nTo say the things he truly feels<br \/>\nAnd not the words of one who kneels<br \/>\nThe record shows, I took the blows<br \/>\nAnd did it my way\u201d<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">(Claude Fran\u00e7ois\/Jacques Revaux\/Paul Anka &#8211; 1967)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu gostaria de falar especialmente sobre <em>Jogo de Cena<\/em>, um filme do Eduardo Coutinho que me marcou muito. Talvez porque ele seja um filme sobre mulheres, feito por um homem que possu\u00eda a incr\u00edvel capacidade de ouvir as pessoas para al\u00e9m do que elas dizem. E talvez porque ali eu tenha me identificado profundamente com cada uma daquelas hist\u00f3rias contadas e recontadas por aquelas mulheres. E talvez porque eu seja uma mulher e sinta uma enorme necessidade de entender o que \u00e9 ser uma mulher estando no mundo. Neste mundo marcado por milhares de anos de domina\u00e7\u00e3o masculina, no qual a cada meia hora uma mulher \u00e9 morta no Brasil (dados do IPEA \u2013 Instituto de Pesquisa Aplicada).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o fato \u00e9 que eu queria falar de <em>Jogo de Cena<\/em> e revi o filme para lembrar alguns trechos e, principalmente, reencontrar os elementos que nele me impactaram tanto da primeira vez que o vi. E ao rev\u00ea-lo, com os olhos de releitura e do distanciamento, entendi outra coisa para al\u00e9m do fato de Eduardo Coutinho ser um arque\u00f3logo de almas. Entendi que, na verdade, ele \u00e9 um desnuda-dor de almas, e que, ao entrevistar uma pessoa (as mulheres de Jogo de Cena ou qualquer outro personagem real), ao mesmo tempo em que ele usa sua capacidade de entrevistador para que o entrevistado se sinta \u00e0 vontade e abra seu cora\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m faz com que o entrevistado, de certa forma, se represente dizendo aquilo que tem a dizer. \u00c9 um jogo que lembra o poema do Fernando Pessoa: \u201cO poeta \u00e9 um fingidor, e finge t\u00e3o completamente, que chega a fingir que \u00e9 dor, a dor que deveras sente\u201d. Esse \u00e9 o tal Jogo de Cena, que ele deixa expl\u00edcito no filme ao colocar em di\u00e1logo os depoimentos de mulheres e as representa\u00e7\u00f5es feitas por atrizes desses mesmos depoimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem n\u00e3o teve oportunidade de ver o filme, nele algumas mulheres s\u00e3o levadas a um palco de teatro e l\u00e1, diante de Coutinho e de costas para a plateia vazia, contam suas hist\u00f3rias. S\u00e3o diversas mulheres e diversas hist\u00f3rias que depois s\u00e3o recontadas por diversas atrizes. Para filmar <em>Jogo de Cena<\/em>, Coutinho usou uma estrat\u00e9gia inusitada num document\u00e1rio publicando um an\u00fancio com os seguintes dizeres: \u201cConvite. Se voc\u00ea \u00e9 mulher com mais de 18 anos, moradora do Rio de Janeiro, tem hist\u00f3rias para contar e quer participar de um teste para um filme document\u00e1rio, procure-nos.\u201d Al\u00e9m do local e hor\u00e1rio do teste, acrescido dos telefones da produ\u00e7\u00e3o, o an\u00fancio nada explicava. Esse convite abre o filme.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que torna o jogo mais instigante e emocionante \u00e9 que algumas atrizes s\u00e3o muito conhecidas de n\u00f3s (Mar\u00edlia Pera, Andr\u00e9a Beltr\u00e3o, Fernanda Torres e Mary Sheila), enquanto outras s\u00e3o totalmente desconhecidas. Por isso, em muitos momentos, n\u00f3s n\u00e3o sabemos se quem est\u00e1 falando \u00e9 o personagem real ou o fict\u00edcio (e, \u00e0s vezes, chegamos a duvidar de que as atrizes est\u00e3o contando a hist\u00f3ria de outras e n\u00e3o a sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria). Principalmente porque, em alguns momentos, a interpreta\u00e7\u00e3o parece mais convincente que a narra\u00e7\u00e3o real da hist\u00f3ria, e o real e a representa\u00e7\u00e3o do real se confundem de tal maneira que j\u00e1 n\u00e3o sabemos mais quem conta qual hist\u00f3ria, pois o que Coutinho deixa claro no document\u00e1rio \u00e9 que todas as hist\u00f3rias s\u00e3o narrativas e, como tal, s\u00e3o representa\u00e7\u00f5es, s\u00e3o \u201cjogos de cena\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tentando entender como Coutinho teria chegado a essa t\u00e9cnica t\u00e3o sua de demonstrar essa tese, procurei rever alguns trechos de outros document\u00e1rios dele. Revi <em>Santo Forte<\/em> e <em>Edif\u00edcio Master<\/em>, outros dois filmes que me impactaram muito. E por isso a abertura deste texto com um recorte da letra de <em>My Way<\/em>, m\u00fasica imortalizada na voz de Frank Sinatra, que \u00e9 reinterpretada pelo Sr. Henrique, um dos moradores do Edif\u00edcio Master entrevistados para o document\u00e1rio do mesmo nome, no qual Coutinho d\u00e1 voz aos moradores de um imenso condom\u00ednio de quitinetes em Copacabana. N\u00f3s entramos na casa dele guiados pelo Coutinho. E o Sr. Henrique, ao <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=dUBVaNL0ZLM \"><strong>cantar<\/strong><\/a> sua m\u00fasica favorita junto com seu \u00eddolo (que canta no CD player), quase chora, se emociona, pois essa \u00e9 a m\u00fasica da sua vida, o seu resumo pessoal. E ele canta, apesar de n\u00e3o saber cantar, apesar de saber que est\u00e1 sendo filmado. Ele abre essa janela da sua alma para Coutinho e para n\u00f3s. Coutinho faz isso com a gente: nos faz ver aquele que n\u00e3o ver\u00edamos. Aquele que \u00e9 desconhecido e indiferente. Ele extrai de cada entrevistado o diamante interior que talvez jamais perceb\u00eassemos naquele outro que esbarra conosco nas cal\u00e7adas da vida. Como ele pr\u00f3prio <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2014\/02\/1415729-as-imperfeicoes-absolutamente-certas-de-eduardo-coutinho.shtml\"><strong>falou<\/strong><\/a> ao amigo Jos\u00e9 Hamilton Ribeiro, &#8220;Cada hist\u00f3ria vale por si. Cada vida vale por si.&#8221; E ele nos faz olhar para uma pessoa comum como algu\u00e9m totalmente singular e especial e nos faz perguntar, como na letra da m\u00fasica My Way: \u201cE pra que serve um homem, o que ele tem? Se n\u00e3o ele mesmo, ent\u00e3o ele n\u00e3o tem nada\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rever algumas cenas desses filmes talvez tenha me desvirtuado do caminho de uma an\u00e1lise sobre o document\u00e1rio Jogo de Cena. Mas, na verdade, o que me desvirtuou desse caminho foi o pr\u00f3prio filme, ao me levar a uma reflex\u00e3o maior sobre a quest\u00e3o da narrativa. A pergunta que Coutinho parece fazer no document\u00e1rio \u00e9: quando falo de mim, quem me diz? Quando uma mulher senta diante de um entrevistador e uma c\u00e2mera e conta sua hist\u00f3ria, qual \u00e9 a hist\u00f3ria que ela conta? A narrativa, mesmo a pessoal, exige de quem narra um distanciamento da hist\u00f3ria. Ent\u00e3o, cada pessoa se reconstr\u00f3i a partir da narrativa de sua hist\u00f3ria. Eu acho que \u00e9 isso que ele quer demonstrar em <em>Jogo de Cena<\/em> quando coloca atrizes para reinterpretar as hist\u00f3rias contadas por mulheres an\u00f4nimas. E, ao fim, acaba tornando essas atrizes tamb\u00e9m entrevistadas do document\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O filme tem camadas que demoramos a perceber, pois elas se sobrep\u00f5em e interagem. Na primeira entrevista, por exemplo, a atriz Mary Sheila fala como come\u00e7ou no teatro. Quando ela diz que est\u00e1 fazendo atualmente a releitura do cl\u00e1ssico <em>Gota D\u2019\u00c1gua<\/em> com o grupo <em>N\u00f3s do Morro<\/em>, Coutinho pede que ela fa\u00e7a a cena do envenenamento dos filhos. E ela faz imediatamente, saindo de si para o personagem com uma naturalidade admir\u00e1vel. E a fala da pe\u00e7a que ela reproduz \u00e9 uma esp\u00e9cie de introdu\u00e7\u00e3o para todas as hist\u00f3rias que vir\u00e3o depois. Ent\u00e3o, come\u00e7ando o filme com o depoimento real de uma atriz sobre ela pr\u00f3pria e finalizando a cena com a mesma atriz representando um texto cl\u00e1ssico relido pelo teatro, Coutinho j\u00e1 nos d\u00e1 a chave do seu document\u00e1rio. Mas n\u00f3s n\u00e3o sabemos, a princ\u00edpio, o que fazer com essa chave, pois logo depois ele nos confunde com o depoimento de uma mo\u00e7a desconhecida, falando sobre sua pr\u00f3pria experi\u00eancia de ser m\u00e3e. E amarra esse depoimento ao da atriz Andr\u00e9a Beltr\u00e3o, que n\u00f3s pensamos ser real. Somente quando as falas come\u00e7am a se repetir (na boca da atriz e da mulher entrevistada) \u00e9 que entendemos que a atriz est\u00e1 relendo, reinterpretando o que outra mulher diz. Mas ele n\u00e3o deixa que essas reinterpreta\u00e7\u00f5es sejam apenas simples releituras e tira delas algo pessoal das atrizes, ao conversar com elas sobre as dificuldades de interpretar uma hist\u00f3ria real. E ele \u00e9 magistral na t\u00e9cnica da entrevista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/X9B78tceyXw\" width=\"420\" height=\"315\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, mais que um filme de entrevistas e depoimentos reais, <em>Jogo de Cena<\/em> \u00e9 um tratado sobre a narrativa. Eu realmente gostaria de ter conhecimento da psican\u00e1lise para entender o filme, pois \u00e9 da narrativa (do que \u00e9 dito e do que n\u00e3o \u00e9) que a psican\u00e1lise se alimenta. O document\u00e1rio, enquanto g\u00eanero, tamb\u00e9m se fundamenta a partir da narrativa. O document\u00e1rio cl\u00e1ssico, por\u00e9m, constr\u00f3i sua narrativa sobre um fato real, interpretando esse fato conforme as cren\u00e7as e id\u00e9ias do diretor. Coutinho n\u00e3o \u00e9 um diretor que faz esse tipo de document\u00e1rio. Ele buscou em todos os seus filmes a narrativa do outro. Em <em>Jogo de Cena<\/em>, por\u00e9m, ele pr\u00f3prio questiona essa possibilidade quando desconstr\u00f3i a narrativa do outro colocando no espelho da atriz a fala de uma mulher real e sua hist\u00f3ria real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E voltamos \u00e0 quest\u00e3o: quem \u00e9 que me fala quando eu falo?\u00a0 Em <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CsoHSrxtjvo \"><strong><em>Santo Forte<\/em><\/strong><\/a>, dona Thereza, que incorpora entidades da umbanda, ao contar sobre a morte da irm\u00e3, para em determinado ponto da narrativa, vira a cabe\u00e7a por cima do ombro e diz algo para algu\u00e9m que n\u00e3o est\u00e1 ali. Coutinho ent\u00e3o pergunta com quem ela est\u00e1 falando e ela responde que est\u00e1 falando com a irm\u00e3. Ele pergunta se ela est\u00e1 ali. Dona Thereza sorri e diz que todos est\u00e3o ali, que em volta deles tem muitas pessoas que n\u00e3o podemos ver. E eles est\u00e3o sempre falando com ela. Na simplicidade (ou complexidade) de sua cren\u00e7a, dona Thereza traduz o que os linguistas dizem o tempo todo: n\u00f3s falamos com a l\u00edngua do outro, nos constitu\u00edmos na narrativa, que n\u00e3o \u00e9 nossa, \u00e9 anterior a n\u00f3s e nos constitui. E \u00e9 disso que <em>Jogo de Cena<\/em> trata. Ao mesmo tempo, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 disso: \u00e9 tamb\u00e9m sobre a dor de viver sendo mulher. E o diretor consegue juntar as duas linhas principais do filme \u2013 a narrativa e a dor feminina \u2013 quando, na \u00faltima parte, uma das mulheres pede para voltar, pois queria ainda cantar uma m\u00fasica, come\u00e7a a cantar a cantiga de ninar \u201cse essa rua fosse minha\u201d e, ao fundo, ouvimos Mar\u00edlia P\u00eara cantando a mesma can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, ao final do filme, que at\u00e9 ent\u00e3o utiliza apenas uma c\u00e2mera em plano fechado mostrando as entrevistadas e a plateia vazia (com poucas e raras inser\u00e7\u00f5es da chegada das mulheres ao palco), Coutinho nos surpreende novamente mostrando o teatro vazio visto do fundo da plateia, com as duas cadeiras vazias no palco. E percebemos que a cadeira que est\u00e1 de frente para a plateia \u00e9 a dele, o diretor. E \u00e9 ele quem est\u00e1 narrando uma hist\u00f3ria para n\u00f3s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/i2UbAt6lTL8\" width=\"420\" height=\"315\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Claudia Rangel<\/em><\/strong><em> \u00e9 jornalista, Mestra em Educa\u00e7\u00e3o e servidora da UFES (Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo). A fotografia e o cinema s\u00e3o suas fontes de alegria.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Claudia Rangel rev\u00ea \u201cJogo de Cena\u201d, filme de Eduardo Coutinho <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6887,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1714,16,2535],"tags":[115,1751,1512,13,1753,1750,12,189,1752],"class_list":["post-6886","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-88a-leva","category-destaques","category-drops-da-setima-arte","tag-cinema","tag-claudia-rangel","tag-documentario","tag-drops-da-setima-arte","tag-edificio-master","tag-eduardo-coutinho","tag-jogo-de-cena","tag-resenha","tag-santo-forte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6886","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6886"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6886\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15520,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6886\/revisions\/15520"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6887"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6886"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6886"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}