{"id":7237,"date":"2014-03-29T19:29:09","date_gmt":"2014-03-29T22:29:09","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=7237"},"modified":"2018-11-27T10:47:06","modified_gmt":"2018-11-27T13:47:06","slug":"aperitivo-da-palavra-17","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/aperitivo-da-palavra-17\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><strong>A poesia argentina atual: um recorte de temas e autores<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"right\"><em>Por Luis Ben\u00edtez<\/em><\/p>\n<h6 align=\"right\">Tradu\u00e7\u00e3o: Fabr\u00edcio Brand\u00e3o<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15573\" aria-describedby=\"caption-attachment-15573\" style=\"width: 363px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/interna-i-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15573 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/interna-i-1.jpg\" alt=\"\" width=\"363\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/interna-i-1.jpg 363w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/interna-i-1-218x300.jpg 218w\" sizes=\"auto, (max-width: 363px) 100vw, 363px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15573\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Leonardo Mathias<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Longe das valora\u00e7\u00f5es realizadas pelos inevit\u00e1veis <em>lobbies<\/em> liter\u00e1rios e editoriais, no panorama atual da poesia argentina se destacam trabalhos de autores que, dentro de um espa\u00e7o de frequente introspec\u00e7\u00e3o e pesquisa, t\u00eam forjado obras maduras, dotadas de uma voz pr\u00f3pria, facilmente distingu\u00edveis no conjunto. Um fator comum a essas obras deriva n\u00e3o somente do resultado de anos de experi\u00eancia com a linguagem, das possibilidades estil\u00edsticas com as quais o g\u00eanero contempla os autores, mas, fundamentalmente, do caminho de tentativa\/erro a que t\u00eam recorrido os poetas que vamos assinalar. De pronto, esta generalidade envolve a muitos outros, hoje presentes e em plena atividade dentro do fen\u00f4meno que representa a poesia argentina contempor\u00e2nea, mas obrigatoriamente devemos fazer um recorte, uma sele\u00e7\u00e3o desse conjunto, confiando que a obra de cada um dos integrantes desta breve sele\u00e7\u00e3o representa tamb\u00e9m as buscas est\u00e9ticas de muitos outros, os quais ou alcan\u00e7aram aquilo que se propuseram \u2013 uma obra consolidada \u2013 ou est\u00e3o imersos na procura dessa obra, com valiosos resultados alcan\u00e7ados pelo caminho. Assim, esta sele\u00e7\u00e3o deve ser entendida como uma mostra de algumas realiza\u00e7\u00f5es presentes, n\u00e3o como uma exclus\u00e3o de outros poetas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro de uma perspectiva ampla, como fator comum entre os autores selecionados, destacamos que os caracteriza a busca de uma identidade que excede os limites do meramente subjetivo, pois, se proponham ou n\u00e3o tais poetas, um de seus feitos t\u00eam sido incorporar em seus versos aquilo que o poeta argentino Alberto Girri (1919-1991) chamava de \u201ca voz da tribo\u201d, com diversos matizes e recorrendo a diferentes recursos estil\u00edsticos; neste sentido, para vislumbrar as diferentes tonalidades de alguns dos melhores feitos da poesia argentina contempor\u00e2nea, esta sele\u00e7\u00e3o deve ser lida como um invent\u00e1rio de pistas e ind\u00edcios, presentes em cada poeta, que ajudam a compreender \u2013 lendo o todo como se\u00e7\u00f5es que se complementam, influem e modificam mutuamente \u2013 qual \u00e9 o perfil atual do g\u00eanero na Argentina. Cada um destes autores poder ser situado dentro da grande tradi\u00e7\u00e3o da poesia argentina \u2013 e isto n\u00e3o \u00e9 um alarde can\u00f4nico, estamos muito distantes de tal inten\u00e7\u00e3o \u2013 por m\u00e9rito pr\u00f3prio, mas aquilo que definitivamente nos interessa \u00e9 compreender de qual maneira t\u00eam contribu\u00eddo a ela com sua produ\u00e7\u00e3o, como sua obra se insere no contexto. Mais uma vez, apreciamos outro fator comum: s\u00e3o autores que t\u00eam dispensado liga\u00e7\u00f5es com este ou aquele movimento liter\u00e1rio, vigentes em sua etapa de forma\u00e7\u00e3o, optando por concretizar uma obra pessoal e mantendo tal postura desde os prim\u00f3rdios de seu trabalho com a l\u00edngua at\u00e9 a atualidade. \u00c9 bem verdade que, na Argentina, os movimentos liter\u00e1rios perderam campo de a\u00e7\u00e3o e at\u00e9 desapareceram no final dos anos oitenta, uma consequ\u00eancia da p\u00f3s-modernidade ter varrido, em geral, com as ideias vanguardistas t\u00e3o caras \u00e0 modernidade.\u00a0 No entanto, salientamos que envolvendo nesta mostra autores de diversos estilos, trajet\u00f3rias e idades, estes bem poderiam ter sofrido tais influ\u00eancias, mas n\u00e3o as tiveram, pelo menos de modo determinante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto a considerar \u00e9 que os autores em an\u00e1lise procedem, na sua maioria, de campos culturais da Argentina n\u00e3o restritos \u00e0s proximidades de Buenos Aires, a capital, que concentra o poder liter\u00e1rio e editorial em suas estreitas margens (algo, por outro lado, muito comum em outros pa\u00edses tamb\u00e9m). Habitualmente, as antologias po\u00e9ticas, os artigos jornal\u00edsticos e as apresenta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da poesia argentina no plano internacional tendem a exibir obras e autores que repetidamente coincidem em possuir uma legitima\u00e7\u00e3o proporcionada pelos meios, a cr\u00edtica universit\u00e1ria e os interesses editoriais, que os publicam em Buenos Aires, enquanto a maioria dos autores argentinos vivem e realizam suas pesquisas est\u00e9ticas fora dos arredores da capital. Al\u00e9m do mais, devemos destacar que v\u00e1rias pesquisas est\u00e9ticas das mais importantes e interessantes que se levam a cabo na Argentina n\u00e3o s\u00e3o impulsionadas por autores residentes e atuantes em Buenos Aires, mas em outras regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cremos que esta breve sele\u00e7\u00e3o, uma vez que inclui algumas dessas interessantes pesquisas est\u00e9ticas as quais mencionamos acima, tem, por isso, um valor agregado. O limite do trabalho jornal\u00edstico-liter\u00e1rio \u00e9 o espa\u00e7o. Em fun\u00e7\u00e3o disso, relacionamos cada autor com uma breve ficha bibliogr\u00e1fica e um coment\u00e1rio sobre os mesmos, que facilitar\u00e3o ao leitor interessado sua pesquisa e melhor compreens\u00e3o do fen\u00f4meno ao qual chamamos de poesia argentina atual, atrav\u00e9s de alguns de seus melhores representantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><strong>***<\/strong><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Concepci\u00f3n Bertone \u2013 <\/strong>Nasceu em Ros\u00e1rio, Prov\u00edncia de Santa F\u00e9, em 1947. Dotada de uma voz intensamente pessoal, a breve obra desta poeta acusa a melhor influ\u00eancia de Eugenio Montale, entre outros, finamente decantada. Bertone atinge uma grande perfei\u00e7\u00e3o formal e um not\u00e1vel equil\u00edbrio entre ideia e emo\u00e7\u00e3o, que transmite ao leitor sem alardes e desnecess\u00e1rias afeta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras:<\/strong> \u201cDe la piel hacia adentro\u201d (1973), \u201cEl vuelo inm\u00f3vil\u201d (1983), \u201cCitas\u201d (1993), \u201cAria Da Capo\u201d (2006), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>INVIERNO<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>La mujer de la bata gastada<\/em><br \/>\n<em>barre las hojas de la vereda ajena<\/em><br \/>\n<em>a la mirada que la desnuda. Barre<\/em><br \/>\n<em>una llamarada de hojas de fresno<\/em><br \/>\n<em>y enciende un f\u00f3sforo<\/em><br \/>\n<em>para que el fuego<\/em><br \/>\n<em>la apague.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jorge Boccanera \u2013 <\/strong>Nasceuem Bah\u00eda Blanca, Prov\u00edncia de Buenos Aires, em 1952. \u00c9 uma das figuras chave da atual poesia latinoamericana, gra\u00e7as a uma linguagem voltada para o inesperado, para uma mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o surpreendente, aspectos conjugados sempre a uma alta precis\u00e3o de sentido. Como poucos, Boccanera une os conte\u00fados sociais de sua obra com seus vastos conhecimentos liter\u00e1rios. Uma voz original, que n\u00e3o deixa de lado o humor nem a ironia para estabelecer um contato muito direto com a sensibilidade do leitor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras: <\/strong>\u201cLos espantap\u00e1jaros suicidas\u201d (1974), \u201cNoticias de una mujer cualquiera\u201d, (1976), \u201cContrase\u00f1a\u201d (1976), \u201cPoemas del tama\u00f1o de una naranja\u201d (1979), \u201cM\u00fasica de fagot y piernas de Victoria\u201d (1979), \u201cLos ojos del p\u00e1jaro quemado\u201d (1980), \u201cPolvo para morder\u201d (1986), \u201cSordomuda\u201d (1991), \u201cZona de Tolerancia\u201d (1998), \u201cBestias en un hotel de paso\u201d (2001), \u201cAntolog\u00eda personal\u201d (2001), \u201cPoemas\u201d (2002), \u201cServicios de insomnio\u201d (2005), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>ESPEJITO DE MANO<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>M\u00edrate bien, hoy eres<\/em><br \/>\n<em>una cara de trapo al fondo del aljibe,<\/em><br \/>\n<em>un perfil oxidado que ondea bajo el agua.<\/em><br \/>\n<em>Te advert\u00ed, te lo dije,<\/em><br \/>\n<em>el espejo, ese imb\u00e9cil, compra muebles usados<\/em><br \/>\n<em>y trabaja en el rostro con cuchillos sin filo. <\/em><br \/>\n<em>M\u00edrate bien, hoy somos<\/em><br \/>\n<em>el ladrido del viento, te advert\u00ed, te lo dije,<\/em><br \/>\n<em>es un sepulturero que cobra como artista.<\/em><br \/>\n<em>Seguro ya te oli\u00f3.<\/em><br \/>\n<em>Su coraz\u00f3n helado<\/em><br \/>\n<em>vende casas de polvo en los despe\u00f1aderos.<\/em><br \/>\n<em>M\u00edrate bien, hoy eres<\/em><br \/>\n<em>un hospicio, un extra\u00f1o,<\/em><br \/>\n<em>reverso de una imagen que se repite y dice :<\/em><br \/>\n<em>uno de los dos est\u00e1 muerto.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leandro Calle \u2013 <\/strong>Nasceu em Zarat\u00e9, Prov\u00edncia de Buenos Aires, em 1969. Poeta do eleg\u00edaco, desenvolveu at\u00e9 a atualidade uma obra breve, por\u00e9m dotada de uma grande densidade, uma profundidade que nela cabem tanto as resson\u00e2ncias religiosas de seus primeiros poemas como tamb\u00e9m os matizes sociais e a preocupa\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica. O poeta est\u00e1 voltado a alcan\u00e7ar a s\u00edntese expressiva e, nesse processo, consolidou uma obra muito valiosa com seu \u00faltimo livro, <em>Blasfemo<\/em>, no qual se intensificam seu apelo a imagens originais e o emprego da ironia como canal de express\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras:<\/strong> \u201cTatuaje de fauno\u201d (1999), \u201cUna luz desde el r\u00edo\u201d (2001), \u201cLos Elementos\u201d (2003), \u201cpasar\u201d (2004), \u201cAlmas del Boquer\u00f3n\u201d (2005), \u201cKindheit\u201d (2006), \u201cNoche extranjera\u201d (2007), \u201cEntonces\u201d (2010) e \u201cBlasfemo\u201d (2013).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>DESPEDIDA II<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Tengo todas las certificaciones necesarias<\/em><br \/>\n<em>para realizar el viaje.<\/em><br \/>\n<em>Pasaporte al d\u00eda<\/em><br \/>\n<em>visa<\/em><br \/>\n<em>traducci\u00f3n al correcto franc\u00e9s<\/em><br \/>\n<em>de todos los documentos pertinentes.<\/em><br \/>\n<em>La burocracia ha sido un ejercicio de paciencia.<\/em><br \/>\n<em>De m\u00e1s est\u00e1 decir<\/em><br \/>\n<em>que todo papel<\/em><br \/>\n<em>todo sello<\/em><br \/>\n<em>todo tr\u00e1mite<\/em><br \/>\n<em>tiene un precio a pagar.<\/em><br \/>\n<em>Sin embargo<\/em><br \/>\n<em>nadie quiso examinar mi coraz\u00f3n<\/em><br \/>\n<em>ni sellarlo, ni traducirlo.<\/em><br \/>\n<em>Yo tampoco he querido.<\/em><br \/>\n<em>Lo voy a pasar<\/em><br \/>\n<em>de contrabando.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>C\u00e9sar Cantoni \u2013 <\/strong>Nasceuem\u00a0 La Plata, Prov\u00edncia de Buenos Aires, em 1951. O dizer po\u00e9tico de Cantoni est\u00e1 munido de um estilo depurado, polido, at\u00e9 chegar a uma espinha dorsal mais \u00edntima e expressiva de cada verso, que lhe \u00e9 t\u00e3o caracter\u00edstico. O poeta pode aludir e evadir \u2013 os dois m\u00e9todos por excel\u00eancia da poesia \u2013 nos temas abordados, sem necessidade de recorrer aos atrativos v\u00e3os de uma amb\u00edgua met\u00e1fora e nem apelar a um cen\u00e1rio rebuscado de pesquisa. Sua escolha \u00e9 a palavra mais desnuda, direta, aquela que mant\u00e9m seu efeito natural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras: <\/strong>\u201cConfluencias\u201d (1978), \u201cLos d\u00edas habitados\u201d (1982), \u201cLinaje humano\u201d (1984), \u201cLa experiencia concreta\u201d (1990), \u201cContinuidad de la noche\u201d (1993), \u201cCuaderno de fin de siglo\u201d (1996), \u201cTriunfo de lo real\u201d (2001), \u201cLa salud de los condenados\u201d (2004), \u201cIrlanda\u201d (1998), \u201cIntemperie y otros poemas\u201d (2006), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>LO M\u00c1S DIGNO DE NOSOTROS<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Siempre pens\u00e9 que los huesos, con su destello mineral<\/em><br \/>\n<em>de piedra pulida por la lluvia, son lo m\u00e1s digno de nosotros:<\/em><br \/>\n<em>sobreviven largamente a la putrefacci\u00f3n indecorosa de la carne<\/em><br \/>\n<em>y no tienen la astucia ni la maldad del alma.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leopoldo Castilla \u2013 <\/strong>Nasceu em Salta, em 1947. A obra de Leopoldo Castilla incrementa a realidade, ao se referir a temas universais por meio de uma linguagem direta, acrescentando significados e descobrindo a polissemia inerente a cada verso, realizada com maestria, que \u00e9 a marca registrada de seus trabalhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras: <\/strong>\u201cEl espejo de fuego\u201d (1968), \u201cLa l\u00e1mpara en la lluvia\u201d (1971), \u201cGeneraci\u00f3n terrestre\u201d (1974), \u201cVersi\u00f3n de la materia\u201d (1982), \u201cTeorema natural\u201d (1991), \u201cBaniano\u201d (1995), \u201cEl \u00e1rbol de la copla\u201d (1999), \u201cNunca\u201d (2001), \u201cAntolog\u00eda Po\u00e9tica\u201d (2001), \u201cLibro de Egipto\u201d (2002), \u201cBamb\u00fa\u201d (2004), \u201cL\u00ednea de Fuga\u201d (2004), \u201cEl amanecido\u201d (2005), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>ARRIEROS CHINOS<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>A H\u00e9ctor Berenguer<\/em><br \/>\n<em>Siglos van que no llegan<\/em><br \/>\n<em>que la misma polvareda y una misma hora los persigue,<\/em><br \/>\n<em>en Laos, camino a Natha,<\/em><br \/>\n<em>lejos de este mundo,<\/em><br \/>\n<em>desencadenados del jard\u00edn mudo de la edad media<\/em><br \/>\n<em>y de la voluntad del emperador,<\/em><br \/>\n<em>libres por la sierra<\/em><br \/>\n<em>arriando rumbo a la antigua China.<\/em><\/p>\n<p><em>Ah\u00ed van, el presente inmortal, airado,<\/em><br \/>\n<em>en el penacho de plumas<\/em><br \/>\n<em>que corona las mulas;<\/em><br \/>\n<em>enarbolando un bast\u00f3n, y en la punta del bast\u00f3n<\/em><br \/>\n<em>un papagayo,<\/em><br \/>\n<em>flor carnicera de los resucitados.<\/em><\/p>\n<p><em>Fuera de la historia, pasa la historia,<\/em><br \/>\n<em>invicta, viuda, prodigiosa.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodolfo Godino \u2013 <\/strong>Nasceu em 1936,em S\u00e3o Francisco, Prov\u00edncia de C\u00f3rdoba. Dotado de um estilo depurad\u00edssimo, o trabalho de Godino oferece uma alta perfei\u00e7\u00e3o formal, pontuada por uma sutileza de sentido que deriva de uma profunda reflex\u00e3o est\u00e9tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras:<\/strong> \u201cEl visitante\u201d (1961), \u201cUna posibilidad, un reino\u201d (1964),\u201dLa mirada presente\u201d (1972), \u201cHomenajes\u201d (1976), \u201cGran cerco de sombras\u201d (1982), \u201cA la memoria imparcial\u201d (1995), \u201cCent\u00f3n\u201d (1997), \u201cEleg\u00edas breves\u201d (1999), \u201cVer a trav\u00e9s\u201d (2001), \u201cEstado de reverencia\u201d (2002),\u201dTr\u00edptico\u201d (2003),\u201dLengua diferente\u201d (2005) e \u201cDiario\u201d (2008), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>DICTADO POR LA MA\u00d1ANA<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Todo el proceso, incluido el resplandor<\/em><br \/>\n<em>siguiendo a la mano adiestrada<\/em><br \/>\n<em>-la mente se excluye y trata de apartar<\/em><br \/>\n<em>a la raz\u00f3n, de limpiar el camino-,<\/em><br \/>\n<em>dur\u00f3 hoy quince minutos.<\/em><br \/>\n<em>Ahora cubrir\u00e9 lo aparecido<\/em><br \/>\n<em>y esperar\u00e9 sin instrucciones<\/em><br \/>\n<em>el trabar de los huesos,<\/em><br \/>\n<em>que hilos carnales los envuelvan.<\/em><br \/>\n<em>A veces nace sin ojos, sin pies:<\/em><br \/>\n<em>quiz\u00e1s escuch\u00e9 mal o era<\/em><br \/>\n<em>demasiado pronto,<\/em><br \/>\n<em>demasiado temprano.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esteban Moore \u2013 <\/strong>Nasceu em Lobos, Prov\u00edncia de Buenos Aires, em 1952. Um dos poetas mais originais das \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es, Moore oferta uma vis\u00e3o polif\u00f4nica, na qual hist\u00f3ria, sensibilidade, est\u00e9tica e refer\u00eancia liter\u00e1ria se conjugam para contemplar um trabalho formal de ampla resson\u00e2ncia no leitor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras:<\/strong> \u201cLa noche en llamas\u201d (1982), \u201cProvidencia terrenal\u201d (1983), \u201cCon Bogey en Casablanca\u201d (1987), \u201cPoemas 1982-1987\u201d (1988), \u201cTiempos que van\u201d (1994), \u201cInstant\u00e1neas de fin de siglo\u201d (1999), \u201cPartes M\u00ednimas\u201d (1999), \u201cPartes M\u00ednimas y otros poemas\u201d (2003), \u201cAntolog\u00eda po\u00e9tica\u201d (2004), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>\u201cIN THE MAIN OF LIGHT\u201d 8<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>en un escenario dispuesto por la luz\/ -las rocas extienden<\/em><br \/>\n<em>en sombras alargadas su inmensa redondez\/ -en el aire al<\/em><br \/>\n<em>zumbido en vuelo de los insectos\/ -el escape de un motor<\/em><br \/>\n<em>se\u00f1ala con el agobiado paladeo de furiosas erres flotantes<\/em><br \/>\n<em>dilatadas en una nube \u00e1cida de combustible quemado\/ -el<\/em><br \/>\n<em>ritmo de la sierra mec\u00e1nica\/ la tala de\u00a0 los \u00e1rboles<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_15574\" aria-describedby=\"caption-attachment-15574\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/interna-ii-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-15574 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/interna-ii-1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"349\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/interna-ii-1.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/interna-ii-1-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-15574\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Leonardo Mathias<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alejandro Schmidt \u2013 <\/strong>Nasceu em Villa Mar\u00eda, Prov\u00edncia de C\u00f3rdoba, em 1955. Sua obra \u00e9 uma das mais extensas e interessantes da Argentina, assim como uma das mais complexas e relevantes das \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es. A po\u00e9tica de Schmidt \u00e9 uma po\u00e9tica da insatisfa\u00e7\u00e3o, algo que o leva a se aprofundar e buscar sempre uma supera\u00e7\u00e3o do quer foi feito antes, como se nunca fosse o bastante percorrer os territ\u00f3rios indiz\u00edveis da poesia.\u00a0 Sua obra po\u00e9tica \u00e9 uma das mais prol\u00edficas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras:<\/strong> \u201cClave menor\u201d (1983), \u201cSerie Americana\u201d (1988), \u201cDormida, muerta o hechizada\u201d (1993), \u201cEl diablo entre las rosas\u201d (1996), \u201cEn un pu\u00f1o oscuro\u201d (1998), \u201cEl patronato\u201d (2000), \u201cSilencio al fondo\u201d (2000), \u201cEsquina del universo\u201d (2001), \u201cOscuras ramas\u201d (2003), \u201cLa vida milagrosa\u201d (2005), \u201cNace tu l\u00e1mpara\u201d (2012), \u201cMi metaf\u00edsica\u201d (2012), \u201cRomper la vida &#8211; Antolog\u00eda Existencial\u201d (2013), \u201cLa impropiedad\u201d (2013), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>ESTA LLUVIA<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>deja que pase lejos<\/em><br \/>\n<em>y en tus ojos<\/em><br \/>\n<em>como un aire total<\/em><br \/>\n<em>la rosa del agua<\/em><br \/>\n<em>as\u00ed sabr\u00e9 que<\/em><br \/>\n<em>la lluvia<\/em><br \/>\n<em>atraves\u00f3 tu casa<\/em><\/p>\n<p><em>\u00e1rboles de la poes\u00eda<\/em><br \/>\n<em>calles de la poes\u00eda<\/em><\/p>\n<p><em>un d\u00eda estuvo la lluvia entre nosotros.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Santiago Sylvester \u2013 <\/strong>Nasceu na Prov\u00edncia de Salta, em 1942. Sua poesia \u00e9 eminentemente uma poesia de ideias, conceitual, o que n\u00e3o compromete a grandeza l\u00edrica alcan\u00e7ada pelo poeta no refinamento de suas obras. Autor tem\u00e1tico, explora profundamente os n\u00facleos de significado que aborda em seus trabalhos, com uma relevante depura\u00e7\u00e3o expressiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras: <\/strong>\u201cEn Estos d\u00edas\u201d (1963), \u201cEl aire y su camino\u201d (1966), \u201cEsa fr\u00e1gil corona\u201d (1971), \u201cPalabra intencional\u201d (1974), \u201cLa realidad provisoria\u201d (1977), \u201cLibro de viaje\u201d (1982), \u201cPerro de laboratorio\u201d (1986 e 2008), \u201cEntreacto\u201d (1990), \u201cEscenarios\u201d (1993), \u201cCaf\u00e9 Breta\u00f1a\u201d (1994),\u00a0 \u201cAntolog\u00eda po\u00e9tica\u201d (1996), \u201cN\u00famero impar\u201d (1998), \u201cEl punto m\u00e1s lejano\u201d (1999), \u201cCalles\u201d (2004), \u201cEl reloj biol\u00f3gico\u201d (2007), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>(\u2026)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>EN esta esquina se habla solo: solo<\/em><br \/>\n<em>y a gritos como<\/em><br \/>\n<em>si hablar fuera otra cosa: y lo es.<\/em><br \/>\n<em>Lo dif\u00edcil<\/em><br \/>\n<em>es darle sentido a todo esto: aqu\u00ed<\/em><br \/>\n<em>no se habla de otra cosa.<\/em><br \/>\n<em>Un chico<\/em><br \/>\n<em>todav\u00eda pulcro, con acento del norte, me pregunta si el barrio<\/em><br \/>\n<em>est\u00e1 cerca: simplemente el barrio, sin saber a d\u00f3nde va<\/em><br \/>\n<em>con su helado en la mano: reci\u00e9n llegado<\/em><br \/>\n<em>a esta esquina en la que se habla solo: y<\/em><br \/>\n<em>es f\u00e1cil adivinarle el futuro: el futuro no existe, pero<\/em><br \/>\n<em>lo va exhibiendo su cara indefensa, su pregunta abstracta.<\/em><br \/>\n<em>No existe<\/em><br \/>\n<em>pero es f\u00e1cil: lo dif\u00edcil<\/em><br \/>\n<em>es saber d\u00f3nde est\u00e1 el barrio<\/em><br \/>\n<em>y que tenga sentido hablar en esta esquina.<\/em><\/p>\n<p><em>(K\u00f6nigsberg)<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alberto Szpunberg \u2013 <\/strong>Nasceu em 1940, em Buenos Aires. Dono de um estilo coloquial, Szpunberg aborda as vertentes sociais de sua obra a partir de uma perspectiva humanista, munindo seu discurso de uma avassaladora energia expressiva. \u00c9 um dos poetas fundamentais da gera\u00e7\u00e3o dos anos 60.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras: <\/strong>\u201cPoemas de la mano mayor\u201d (1962), \u201cJuego limpio\u201d (1963), \u201cEl che amor\u201d (1965), \u201cSu fuego en la tibieza\u201d (1983), \u201cApuntes\u201d (1986), \u201cLuces que a lo lejos\u201d (1993), \u201cLa encendida calma\u201d (2002), \u201cNotas al pie de nada ni de nadie\u201d (2007), \u201cEl libro de Judith\u201d (2008), \u201cLa academia de Piatock\u201d (2010), \u201cTraslados\u201d (2012), \u201cComo s\u00f3lo la muerte es pasajera\u201d (2013).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>III<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Todas las ma\u00f1anas tom\u00e1s mate en la cocina de tu casa,<\/em><br \/>\n<em>pero desde hace unos d\u00edas encend\u00e9s el fuego, tu peque\u00f1o fuego, en medio del mar.<\/em><br \/>\n<em>Donde sea, las gaviotas chillan como si el ancla temblara en el barro m\u00e1s profundo.<\/em><br \/>\n<em>A lo mejor hoy es el d\u00eda, nunca se sabe, pero llueve como si lo fuera.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Susana Szwarc \u2013 <\/strong>Nasceu em Quitilipi, Prov\u00edncia del Chaco, em 1954. Dotada de uma linguagem despojada \u2013 gra\u00e7as a um intenso trabalho que lhe permitiu dominar os aspectos da alus\u00e3o e elus\u00e3o \u2013 a breve, por\u00e9m substancial, obra de Szwarc se destaca entre as melhores produ\u00e7\u00f5es do g\u00eanero na Argentina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras:\u00a0 <\/strong>\u201cEn lo separado\u201d (1988), \u201cBailen las estepas\u201d (1999), \u201cB\u00e1rbara dice\u201d (2004), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>SITUACIONES <\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>En otro continente<\/em><br \/>\n<em>nos sue\u00f1o proletarios.<\/em><br \/>\n<em>Me invit\u00e1s (antes de que amanezca).<\/em><\/p>\n<p><em>\u2014No: el cansancio.<\/em><br \/>\n<em>\u2014S\u00ed: el deseo.<\/em><\/p>\n<p><em>Flaquea la fuerza de trabajo.<\/em><br \/>\n<em>Nos dormimos<\/em><br \/>\n<em>disueltos.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fernando Toledo \u2013 <\/strong>Nascido na Prov\u00edncia de Mendoza, em 1974, Toledo emprega uma linguagem falsamente simples para expor um desenvolvimento de sentidos que ir\u00e1 se multiplicar at\u00e9 o verso final, desenhando um atroz e fascinante universo, sua pr\u00f3pria vers\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras: <\/strong>\u201cHotel Alejamiento\u201d (1998), \u201cDiapas\u00f3n\u201d (2002), \u201cSecuencia del caos\u201d (2006), \u201cViajero inm\u00f3vil\u201d (2009) e \u201cMortal en la noche\u201d (2013).<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>PERO AVANZO<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>La diferencia entre lo que no s\u00e9<\/em><br \/>\n<em>Y lo que a\u00falla detr\u00e1s de la puerta<\/em><br \/>\n<em>O se cuela en la entreabierta pregunta<\/em><br \/>\n<em>Que la luz formula est\u00e1 en la palabra<\/em><br \/>\n<em>As\u00ed el silencio se viste de un cuerpo<\/em><br \/>\n<em>Que no consigo abrazar Nadie espera<\/em><br \/>\n<em>Y los papeles raspan su vac\u00edo<\/em><br \/>\n<em>Seg\u00fan las reglas que impone la noche<\/em><br \/>\n<em>Pero avanzo Quiz\u00e1s para perderme<\/em><br \/>\n<em>O porque quedan resquicios de blanco<\/em><br \/>\n<em>Y yo necesito encender un fuego<\/em><br \/>\n<em>Para el invierno de estas viejas letras<\/em><br \/>\n<em>Quiz\u00e1 para dejar que todo huya<\/em><br \/>\n<em>Y un verso destruya lo que he callado.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rub\u00e9n Valle \u2013 <\/strong>Nasceu na Pr\u00f3v\u00edncia de Mendoza, em 1966. A poesia de Valle possui uma naturalidade que esconde o minucioso trabalho de lapida\u00e7\u00e3o que o fez alcan\u00e7ar tal linguagem, o qual surge fluido e rico de sentidos, com uma marcante capacidade de comunica\u00e7\u00e3o.\u00a0 Para o leitor, fica f\u00e1cil elaborar uma tradu\u00e7\u00e3o dos c\u00f3digos e imagens de Valle de modo pessoal.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras:\u00a0 <\/strong>&#8220;Museo fl\u00fao\u201d (1996), \u201cLos peligros del agua bendita\u201d (1999), \u201cJirafas sostienen el cielo\u201d (2003), \u201cPlacebos\u201d (2004), \u201cTup\u00e9\u201d (2010).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>\u00daLTIMOS AUXILIOS<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ca\u00edste<\/em><br \/>\n<em>Te fusil\u00f3 el pincel<\/em><br \/>\n<em>de Goya<\/em><br \/>\n<em>Sangraste por la herida<\/em><br \/>\n<em>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 del ojo ajeno<\/em><br \/>\n<em>mientras adentro<\/em><br \/>\n<em>te crec\u00edan alas<\/em><br \/>\n<em>Alas como las del sue\u00f1o<\/em><br \/>\n<em>Ahora que sos una silla rota<\/em><br \/>\n<em>sobre tu mesa hay un libro<\/em><br \/>\n<em>que respira que late<\/em><\/p>\n<p><em>Tu sangre lo est\u00e1 <\/em><br \/>\n<em>escribiendo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Paulina Vinderman \u2013 <\/strong>Nasceu em Buenos Aires, em 1944. Vinderman \u00e9 uma das maiores poetas argentinas gra\u00e7as ao seu magistral manejo da l\u00edngua e sua reconhecida capacidade de percorrer os recantos da condi\u00e7\u00e3o humana com imagens definidas e diretas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Obras: <\/strong>\u201cLos espejos y los puentes\u201d (1978), \u201cLa otra ciudad\u201d (1980), \u201cLa mirada de los h\u00e9roes\u201d (1982), \u201cLa balada de Cordelia\u201d (1984), \u201cRojo junio\u201d (1984), \u201cEscalera de incendio\u201d (1984), \u201cBulgaria\u201d (1998), \u201cEl muelle\u201d (2003), \u201cC\u00f3nsul honoraria, antolog\u00eda po\u00e9tica\u201d (2003), \u201cTransparencias\u201d (2005), entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>\u00a0EL PASADO ES UN PA\u00cdS EXTRANJERO\u2026<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>El pasado es un pa\u00eds extranjero, donde no s\u00e9 nombrar<\/em><br \/>\n<em>mi desajuste con el mundo ni los \u00e1rboles frondosos<\/em><br \/>\n<em>de las riberas de los r\u00edos secretos (secretos-r\u00edos),<\/em><br \/>\n<em>que corren hacia la eternidad llamada mar.<\/em><\/p>\n<p><em>No, no hablar\u00e9 del porvenir: es un cuarto oscuro<\/em><br \/>\n<em>donde s\u00f3lo puedo votar por la muerte. Sus afiches<\/em><br \/>\n<em>son bellos, pero irritantes de tan veros\u00edmiles.<\/em><\/p>\n<p><em>\u201c\u00bfY el presente?\u201d<\/em><\/p>\n<p><em>Ah, Mar\u00eda, el presente es una piedra azul, opaca, libre,<\/em><br \/>\n<em>cubierta de polvo, que me recuerda al poema<\/em><br \/>\n<em>balbuceado anoche en mi libreta, que deshilach\u00e9 despu\u00e9s,<\/em><br \/>\n<em>sin fiebre y sin<\/em><br \/>\n<em>compasi\u00f3n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Luis Ben\u00edtez <\/strong>nasceu em Buenos Aires (1956). Recebeu numerosos reconhecimentos nacionais e internacionais por sua obra po\u00e9tica e narrativa. Seus 36 livros de poesia, ensaio, novela e teatro foram publicados na Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos, Fran\u00e7a, Inglaterra, It\u00e1lia, M\u00e9xico, Rom\u00eania, Su\u00e9cia, Venezuela e Uruguai. Seus \u00faltimos livros publicados foram: \u201cLes Imaginations\u201d (\u00c9ditions L&#8217;Harmattan, Paris, 2013), \u201cShort Poetic Anthology\u201d (Ed. Littoral Press, Inglaterra, 2013), Manhattan Song. Cinci Poeme Occdidentale\u201d (Ed. Ars Longa Editura, Rom\u00eania, 2013), entre outros.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luis Ben\u00edtez tra\u00e7a um painel da poesia argentina contempor\u00e2nea<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":15575,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1768,2533],"tags":[11,191,117,914,1804,1805],"class_list":["post-7237","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-89a-leva","category-aperitivo-da-palavra","tag-aperitivo-da-palavra","tag-argentina","tag-buenos-aires","tag-ensaio","tag-luis-benitez","tag-poesia-argentina-contemporanea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7237"}],"version-history":[{"count":26,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7237\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15576,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7237\/revisions\/15576"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15575"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}