{"id":7505,"date":"2014-05-01T11:23:13","date_gmt":"2014-05-01T14:23:13","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=7505"},"modified":"2014-05-11T15:38:37","modified_gmt":"2014-05-11T18:38:37","slug":"dedos-de-prosa-ii-23","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-ii-23\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p><em>Lisa Alves<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_7506\" aria-describedby=\"caption-attachment-7506\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/INTERNA4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-7506\" title=\"Nathalia Bertazi\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/INTERNA4.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/INTERNA4.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/INTERNA4-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-7506\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Nathalia Bertazi<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>Amn\u00e9sia com Chemtrails<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>\u201cSaber que resistes.\u00a0 Que enquanto dormimos, comemos e trabalhamos, resistes.\u00a0 Que quando abrimos o jornal pela manh\u00e3 teu nome (em ouro oculto) estar\u00e1 firme no alto da p\u00e1gina.\u00a0 Ter\u00e1 custado milhares de homens, tanques e avi\u00f5es, mas valeu a pena.\u00a0\u201c<\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>\u00a0<\/em>Carta a Stalingrado &#8211; Carlos Drummond de Andrade<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu jazia l\u00e1 e o perfume da p\u00f3lvora era t\u00e3o banal quanto os gases poluidores de qualquer cidade grande. O local era escuro-cinza e a tonalidade aos poucos alcan\u00e7ou tudo de forma acelerada. A poeira de uma cidade sem luz adormecia sobre os <em>outdoors<\/em> e letreiros advertindo que ao p\u00f3 tudo e todos um dia retornar\u00e3o.\u00a0 At\u00e9 o sol decidiu abandonar aquela guerra est\u00fapida, j\u00e1 a esp\u00e9cie humana n\u00e3o tinha tamanho poder de decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o demorou muito tempo para eu descobrir o meu papel no meio daquelas explos\u00f5es, eu era uma prostituta. Prostitu\u00edda como todas as senhoras, senhores, filhas e filhos que um dia desfrutaram de uma vida digna e feliz naquele territ\u00f3rio que n\u00e3o recordo o nome. Apenas sei que eu completava o lugar, mas somente o lugar. Possu\u00eda uma estrangeira confian\u00e7a que eu n\u00e3o passava de um c\u00e3o sem dono, um c\u00e3o sem recorda\u00e7\u00f5es, um animal domesticado nas ruas e nos olhares famintos da popula\u00e7\u00e3o. Fome \u2013 era isso que eu sentia e por ela faz\u00edamos qualquer neg\u00f3cio sujo (naquela atmosfera j\u00e1 n\u00e3o existiam neg\u00f3cios oferecidos em tempos de paz). \u00c9ramos a mercadoria exposta na rua, \u00e9ramos a alimenta\u00e7\u00e3o voluptuosa dos soldados. E eles exigiam variedades: senhoras, homens de qualquer faixa et\u00e1ria e meninas que n\u00e3o tiveram tempo de brincar. Ali foi constitu\u00eddo um campo de concentra\u00e7\u00e3o de prazeres s\u00e1dicos. \u201cLevante seu cacete moleque!\u201d \u2013 e o menino n\u00e3o tinha escolha, aquele ato poderia render-lhe uns bons restos de comida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tornei-me uma mulher forte, a frieza dos dias contribuiu para uma for\u00e7a inimagin\u00e1vel. Quando ouvia os tr\u00eas disparos que alertavam para a chegada dos consumidores, preparava-me para a labuta. Cortava os dedos e com o l\u00edquido rubro maquiava o rosto para obter uma apar\u00eancia saud\u00e1vel. Os soldados eram exigentes, depois de deliciarem-se sobre nossos cad\u00e1veres ainda podiam negar o pagamento com argumentos incongruentes: <em>\u201cE ai, Raul! Alguma m\u00famia j\u00e1 te calibrou antes?\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dias eram f\u00e9tidos, sem \u00e1gua, sem uma poss\u00edvel higiene, aos poucos a dist\u00e2ncia de um ser humano para outro foi se tornando imperativa. As doen\u00e7as de pele eram as maiores oponentes dos sobreviventes. \u00c9ramos c\u00e3es com uma sarna cr\u00f4nica e ainda assim n\u00e3o nos poupavam do p\u00e9ssimo paladar dos homens das artilharias. O verdadeiro sentido de sexo selvagem foi abrangido naquelas ruas cinzas e vermelhas. \u00c9ramos uma vitrine violada por milhares de saqueadores: nos ventres das mulheres cresciam fetos indesej\u00e1veis, nas garagens escuras homens suicidavam e eu continuava em p\u00e9. Uma m\u00famia, n\u00e3o deixavam de ter raz\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando percebia algum ind\u00edcio de fraqueza escondia-me dentro das ru\u00ednas de um edif\u00edcio habitado por ratos. Dali de dentro tentava t\u00e1ticas de recupera\u00e7\u00e3o, alimentava-me dos pequenos e assim seguia forte para a guerra. A primeira vez que entrei no local estava fugindo de um general mal agradecido que durante um boquete levou uma leve mordida no membro. Fiquei tr\u00eas dias ali, at\u00e9 ser esquecida ou se tivesse sorte o homem j\u00e1 teria seus peda\u00e7os espalhados no <em>front<\/em> &#8211; conseq\u00fc\u00eancia comum da guerra, todos os dias os devoradores mudavam de cara, mas permaneciam com as mesmas inten\u00e7\u00f5es canibais. Naquele mesmo pr\u00e9dio descobri que n\u00e3o estava sozinha, assustadoramente deparei-me com um espectro pequeno e faminto. Dei-lhe algumas patas de ratazanas e ele as devorou rapidamente. Perguntei-lhe o seu nome <em>\u201cJos\u00e9\u201d<\/em> e quantos anos tinha <em>\u201cN\u00e3o me lembro, dona! Tem mais carne?\u201d <\/em>Menti, disse que n\u00e3o, se eu dissesse sobre a fonte de alimenta\u00e7\u00e3o, daqui alguns dias os ratos seriam uma mera reminisc\u00eancia. Eu precisava viver, n\u00e3o sei para quem al\u00e9m de mim mesma, mas se a guerra terminasse poderia recuperar um pouco da mem\u00f3ria e descobrir se em algum lugar algu\u00e9m me esperava. Naqueles dias ser cruel era uma op\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naquele mesmo pr\u00e9dio conseguia assistir as pessoas nas ruas, era funesto testemunhar a humilha\u00e7\u00e3o coletiva. Os soldados tomaram posse de todos os mantimentos doados por outros povos e utilizavam-se desse poder para por em pr\u00e1tica as veleidades mais primitivas e maliciosas. O povo n\u00e3o tinha alternativa, precisavam daquela ra\u00e7\u00e3o, necessitavam de mais um dia de vida. Mesmo que a vida fosse dentro daquela jaula de torturas. Eu tamb\u00e9m n\u00e3o tinha escolha, disseram que os soldados inimigos cercaram toda a redondeza e quem se aventurasse a fugir teria um pior destino. Sinceramente n\u00e3o sei o que \u00e9 pior: levar um tiro na cabe\u00e7a ou ver cada peda\u00e7o meu sendo explorado por aqueles que deveriam me resguardar. Mais tarde descobri que os jornais falaram sobre nossa situa\u00e7\u00e3o: <em>\u201cEm plena guerra cidade vira bordel atrapalhando o trabalho de nossos soldados.\u201d \u201cFam\u00edlias vendem a inoc\u00eancia de suas crian\u00e7as em troca de tabaco e \u00e1lcool.\u201d<\/em> Provavelmente a fonte dessas informa\u00e7\u00f5es veio de dentro do ex\u00e9rcito ou daqueles poucos cineastas (com entrada livre para o espet\u00e1culo) que vez por outra se deliciavam com as torturas sexuais. \u00c9ramos mercadoria ali dentro e l\u00e1 fora o lixo execr\u00e1vel da humanidade. E eu continuava sem passado, ningu\u00e9m me reconhecia, apenas passei a existir de uma hora para outra e fui logo me adaptando a viver como eles. Sem passado, foi mais simples permanecer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>L\u00ednguas Estrangeiras<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\" align=\"right\"><em>&#8220;(&#8230;) o uivo coletivo \u00e9 a \u00fanica maneira de dignifica\u00e7\u00e3o de nossa esp\u00e9cie. por\u00e9m (&#8230;),<\/em><em> <\/em><em>\u00a0\u00e0 diferen\u00e7a dos c\u00e3es, que gemem em espa\u00e7o aberto,<\/em><em> <\/em><em>para a lua, o nosso uivo deve ser confinado, para que,<\/em><em> <\/em><em>amplificado pela engenhosa arquitetura das catedrais,<\/em><em> <\/em><em>ultrapasse nosso sat\u00e9lite natural e atinja o centro da gal\u00e1xia,<\/em><em> <\/em><em>redimindo-nos aos olhos do criador, que infelizmente \u00e9<\/em><em> <\/em><em>surdo-mudo e n\u00e3o compreende sequer a linguagem de sinais.&#8221;<\/em><em><\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\">Campos de Carvalho<\/h6>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00f3s imploramos paci\u00eancia, senhor mediador \u2013 precisamos aparecer nos pap\u00e9is, no canto da massa e nas cartilhas da igreja e do legislativo. Carecemos compor notas inaud\u00edveis atrav\u00e9s dessa sua imagem apagada, atrav\u00e9s dessa sua cabe\u00e7a caduca e de suas m\u00e3os (j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o suas desde a \u00e9poca da alfabetiza\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Necessitamos, senhor mediador, publicar progn\u00f3sticos sobre o futuro dos ecossistemas terrestres e quem sabe oferecer-lhe tamb\u00e9m algumas dicas amorosas \u2013 mas para isso basta t\u00e3o somente manter todas as portas abertas, pois somos muitos e n\u00e3o somos esp\u00e9cime de fileira ou senhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o adianta chorar, senhor mediador \u2013 choraremos juntos, voc\u00ea e n\u00f3s significamos concord\u00e2ncia do verbo, desde o primeiro (aquele que disse o que disse e tornou-se o que \u00e9). Falaremos juntos das injusti\u00e7as do mundo e sobre as coisas que n\u00e3o podemos alterar, at\u00e9 que chegue o dia em que seremos assistidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o acredita, n\u00e3o \u00e9 mesmo, senhor mediador? Prefere abafar nossas vozes com o seu adequado anest\u00e9sico social, com sua med\u00edocre interpreta\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica e sua\u00a0<em>schizophrenie<\/em>\u00a0espiritual. Somos muitos em voc\u00ea e fora de voc\u00ea somos meras manifesta\u00e7\u00f5es. Deixe-nos gui\u00e1-lo para o caminho refletido em onze espelhos, onze esferas e onze retrata\u00e7\u00f5es de sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sentado esperando respostas, senhor mediador? J\u00e1 lhe convidamos a fazer perguntas e us\u00e1-las como contragolpes. Perguntaremos: o que \u00e9 a verdade? Responderemos: a verdade?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chave oferecida n\u00e3o \u00e9 uma\u00a0<em>klischee<\/em>\u00a0interpreta\u00e7\u00e3o enigm\u00e1tica e sim o singelo ato de querer abrir a porta, senhor mediador. &#8220;Toc, Toc, Toc&#8221;, adoramos as onomatop\u00e9ias \u2013 o poder real de interpreta\u00e7\u00e3o dos sons&#8230; Decifre o poder das vibra\u00e7\u00f5es das cordas, senhor mediador!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">V r u m,<br \/>\nz h a p,<br \/>\nc h u a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>***<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Orun Bur\u00fak\u00fa<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: right;\">\u201c<em>Copacabana \u00e9 um bairro onde se pode viver tranquilamente, desde que se seja louco.<\/em>\u201d<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><em>\u00a0<\/em>Campos de Carvalho<\/h6>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Movimentou os dedos no passeio p\u00fablico, reparou as laterais e n\u00e3o descobriu testemunha \u2013 ningu\u00e9m que pudesse apont\u00e1-lo mais tarde ou por efeito do nascer do sol reconhec\u00ea-lo. Agarrou a prenda em suas m\u00e3os e avistou um lugar \u2013 um beco onde pudesse se encostar e sorver o res\u00edduo daquilo que j\u00e1 fora um \u00edntegro cigarro.\u00a0 Buscou nos bolsos sua caixa de f\u00f3sforos e antes mesmo de abri-la notou a marca rosa na guimba \u2013 era de um rosa l\u00edrico, um sinal de batom de algu\u00e9m que n\u00e3o ama cores c\u00e1usticas, um tom n\u00e3o muito habitual nas ruas, um colorido imaculado. \u00a0Quem seria a dona de tal boca? Quem seria a boca senhora de meio tabaco fumado ou meio tabaco rejeitado? Percebeu que a boca deixara falhas, examinou o tra\u00e7o e sustentou a reflex\u00e3o de que a <em>dona-da-boca-dona-do-cigarro<\/em> era uma boca craterada, um l\u00e1bio sobrecarregado de celulites, um l\u00e1bio antigo que provavelmente ro\u00e7ara muitas bocas.\u00a0 Sentiu-se felicitado, percebeu-se recompensado em uma noite despovoada, em uma escurid\u00e3o sem amores, sem colos ardentes e sem grana. Depositou ent\u00e3o a mem\u00f3ria de um l\u00e1bio sentimental e remoto dentro das cal\u00e7as, cravou a imagem de uma boca antiga em seu sexo e antes mesmo de ser saciado pela fantasia o fogo se animou e fez daquele homem p\u00f3 \u2013 um p\u00f3 rosado, um p\u00f3 avelhantado, um p\u00f3 que o arrastara para Orun Bur\u00fak\u00fa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><a href=\"http:\/\/www.lisaallves.blogspot.com.br\/\">Lisa Alves<\/a><\/em><\/strong><em> nasceu na cidade de Arax\u00e1\/MG e vive h\u00e1 mais de dez anos em Bras\u00edlia\/DF. Trabalha com arte digital e projetos ambientais. Possui poemas publicados em tr\u00eas antologias po\u00e9ticas: Trilhas (CBJE, Rio de Janeiro, 2007), Poema Capital (Eloisa Cartonera, Buenos Aires, 2011) e Cumplicidade das Letras (Perse, 2012). Divulga sua arte em v\u00e1rios s\u00edtios culturais e \u00e9 colunista na Revista Ellenismos. <\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As densidades narrativas nos contos de Lisa Alves<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7506,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1837,2534],"tags":[1865,419,41,1866,1100,1867],"class_list":["post-7505","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-90a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-amnesia-com-chemtrails","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-linguas-estrangeiras","tag-lisa-alves","tag-orun-buruku"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7505","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7505"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7505\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7652,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7505\/revisions\/7652"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7506"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}