{"id":7986,"date":"2014-06-30T10:19:20","date_gmt":"2014-06-30T13:19:20","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=7986"},"modified":"2014-08-08T15:19:08","modified_gmt":"2014-08-08T18:19:08","slug":"jogo-de-cena-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/jogo-de-cena-12\/","title":{"rendered":"Jogo de Cena"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A FOR\u00c7A INESGOT\u00c1VEL DO TEATRO DE ARIANO SUASSUNA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Por Geraldo Lima<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_7989\" aria-describedby=\"caption-attachment-7989\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/INTERNA-I2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7989 \" title=\"Ariano Suassuna\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/INTERNA-I2.jpg\" alt=\"\" width=\"490\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/INTERNA-I2.jpg 490w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/INTERNA-I2-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-7989\" class=\"wp-caption-text\">Ariano Suassuna \/ Foto: Demis Roussos<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ariano Suassuna, nascido na Para\u00edba em 1927, completou, no dia 16 de junho, 87 anos de idade.\u00a0 Boa parte desses anos tem sido dedicada ao teatro, \u00e0 literatura e \u00e0 defesa da cultura brasileira contra a massifica\u00e7\u00e3o. Em 1947, ent\u00e3o com 20 anos de idade, escreveu a trag\u00e9dia <em>Uma mulher vestida de sol<\/em>, com a qual conquistou o primeiro lugar no concurso de \u00e2mbito nacional promovido pelo Teatro do Estudante de Pernambuco (TEP). \u00c0 \u00e9poca, Hermilo Borba Filho, um dos fundadores do TEP, escreveu: \u201cTenho a impress\u00e3o de que o Nordeste encontrou em Ariano Suassuna o seu poeta dram\u00e1tico mais capacitado para transformar em termos de teatro os seus conflitos e suas trag\u00e9dias\u201d. E n\u00e3o estava enganado. Por\u00e9m, a com\u00e9dia, mais do que a trag\u00e9dia, \u00e9 que lhe permitiria expor com sagacidade e irrever\u00eancia a alma do povo nordestino, sempre \u00e0s voltas com as complica\u00e7\u00f5es do meio ambiente e as desigualdades sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O teatro de Ariano Suassuna impressiona pela capacidade que o autor apresenta de mesclar o erudito e o popular, seguindo, de forma coerente, as linhas mestras do Movimento Armorial, cujo objetivo era \u201ccriar uma arte erudita a partir de elementos da cultura popular do Nordeste brasileiro\u201d (Wikip\u00e9dia). \u00a0Al\u00e9m disso, podemos perceber no seu texto dramat\u00fargico a rica heran\u00e7a da cultura ib\u00e9rica e do cristianismo, mais precisamente aquele ligado \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica. Suas ra\u00edzes est\u00e3o fincadas na tradi\u00e7\u00e3o cuja fonte encontra-se l\u00e1 nos autos da Idade M\u00e9dia, no humanismo do teatro de Gil Vicente e, no s\u00e9culo XVII, no teatro barroco de Calder\u00f3n de La Barca. Tanto nos textos do autor portugu\u00eas quanto nos do autor espanhol, o elemento popular e o religioso t\u00eam uma presen\u00e7a muito forte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa entrevista \u00e0 Folha de S\u00e3o Paulo, em 1991, Suassuna diz o seguinte a respeito das suas influ\u00eancias liter\u00e1rias: \u201cRecebi uma influ\u00eancia enorme de Cervantes e de v\u00e1rios autores espanh\u00f3is, inclusive de Calder\u00f3n de La Barca. Talvez at\u00e9 maior que a de Cervantes foi a de Calder\u00f3n\u201d.\u00a0 Esses autores s\u00e3o, na verdade, sua matriz est\u00e9tica, e com eles o autor de <em>O santo e a porca<\/em> mant\u00e9m um di\u00e1logo constante. \u00c9, no entanto, na cultura popular nordestina que Ariano Suassuna sedimenta as bases da sua dramaturgia. Dos folhetos de cordel nascem algumas das suas pe\u00e7as, como \u00e9 o caso do <em>Auto da Compadecida,<\/em> que se originou, segundo o autor, \u201cda fus\u00e3o de tr\u00eas folhetos de cordel: <em>O enterro do cachorro<\/em>, <em>O cavalo que defecava dinheiro (ambos de Leandro Gomes)<\/em> e <em>O castigo da soberba<\/em> (de Anselmo Vieira)\u201d. Ocorre, nesse caso, n\u00e3o a c\u00f3pia, mas sim a recria\u00e7\u00e3o de textos da literatura popular nordestina, dando origem a um texto teatral em que o popular e o erudito fundem-se de modo brilhante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A visada cr\u00edtica sobre a realidade brasileira, mais especificamente a realidade nordestina, com seus costumes arraigados, frutos de uma sociedade olig\u00e1rquica e de uma cultura popular marcada pela religiosidade profunda, tamb\u00e9m colabora para tornar o texto do mestre Ariano mais contundente. Caracterizados, essencialmente, pelo humor corrosivo e farsesco, seus textos, atrav\u00e9s dessa cr\u00edtica aos costumes e aos desvios de conduta de indiv\u00edduos que ocupam uma posi\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica significativa na sociedade, conseguem reverberar para al\u00e9m do riso moment\u00e2neo. Embora tratem de quest\u00f5es locais, pr\u00f3ximas ao ambiente em que o autor vive, a tem\u00e1tica abordada neles \u00e9 de car\u00e1ter universal: a avareza, a vaidade, a oposi\u00e7\u00e3o vida\/morte, a opress\u00e3o, a corrup\u00e7\u00e3o, a esperteza como meio de se livrar da opress\u00e3o do mais forte etc. Faz valer, desse modo, o que disse Tolst\u00f3i: \u201cS<em>e queres ser universal, come\u00e7a por pintar a tua aldeia\u201d. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No universo dramat\u00fargico de Ariano Suassuna, a oposi\u00e7\u00e3o entre Bem e Mal d\u00e1-se no embate entre o sertanejo nordestino desprovido de riqueza material, mas senhor de uma esperteza impressionante, beirando, \u00e0s vezes, o picaresco (podemos citar como exemplos Jo\u00e3o Grilo e Caroba), e o rico que o explora ou o oprime. Nesse embate, leva sempre a melhor o tipo fraco, desprovido de riqueza material, mas esperto e que conta, geralmente, com uma ajuda do al\u00e9m \u2013 uma esp\u00e9cie de <em>deus ex machina<\/em>. Pode-se dizer que essa esperteza \u00e9, de certa forma, o \u00fanico recurso que o pobre possui para sobreviver num mundo comandado por poderosos despidos de humanidade. Isso demonstra a op\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica clara do autor a favor dos menos favorecidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na<em> Farsa da boa pregui\u00e7a<\/em>, por exemplo, o pregui\u00e7oso poeta Joaquim Sim\u00e3o conta com a ajuda de um santo (Sim\u00e3o Pedro) para se contrapor ao poderio econ\u00f4mico de Aderaldo Catac\u00e3o e \u00e0 tentativa de Fedegoso e Quebrapedra (dois diabos) de lev\u00e1-lo para o inferno.\u00a0 Num primeiro momento, inclusive, o capitalista Aderaldo Catac\u00e3o conta com a simpatia de um anjo (Miguel Arcanjo), mas vai perd\u00ea-la ao final quando este constata a extrema avareza do seu protegido: \u201cAh, \u00e9 assim? Pois esse peste\/vai perder quem ainda lutava por ele!\u201d. \u00a0Junto tamb\u00e9m com os dois enviados dos c\u00e9us encontra-se Jesus Cristo (Manuel Carpinteiro), que a tudo observa e avalia.\u00a0 Essa rela\u00e7\u00e3o direta dos seres celestiais com os seres terrenos, empenhando-se, no caso, para influenciar no seu destino, aproxima-se claramente do universo da mitologia grega, onde os deuses participavam diretamente do destino (Moira) dos mortais.\u00a0 Na Il\u00edada e na Odisseia temos os deuses (Zeus, Hera, Afrodite, Poseidon etc) confrontando-se para proteger ou castigar her\u00f3is gregos ou troianos. J\u00e1 nos textos de Ariano (e dos autos medievais), marcados pela presen\u00e7a da mitologia crist\u00e3, anjos e santos enfrentam dem\u00f4nios para evitar que os personagens sejam punidos com o fogo do inferno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos essa presen\u00e7a de seres celestiais e de seres demon\u00edacos intervindo tamb\u00e9m no destino dum grupo de mortais no<em> Auto da Compadecida,<\/em> de 1955. Nesse texto, por\u00e9m, a a\u00e7\u00e3o se d\u00e1 j\u00e1 no mundo dos mortos. Jo\u00e3o Grilo e outros personagens est\u00e3o mortos e precisam da ajuda de Nossa Senhora (A Compadecida) e de Jesus Cristo (Manuel) para que n\u00e3o sejam encaminhados ao inferno. Aqui, temos a aproxima\u00e7\u00e3o com o<em> Auto da barca do inferno,<\/em> de Gil Vicente, escrita em 1517. Diferentemente da pe\u00e7a de Gil Vicente, em que a maioria dos mortos n\u00e3o escapa ao fogo do inferno, na pe\u00e7a de Ariano, com a argumenta\u00e7\u00e3o precisa de Nossa Senhora e de Jesus Cristo, livram-se todos do castigo. \u00c9 um final t\u00edpico da com\u00e9dia, como nos diz Renata Pallottini no seu livro <em>Dramaturgia: a constru\u00e7\u00e3o da personagem<\/em>: \u201cSeu desenlace \u00e9, via de regra, feliz, otimista. O p\u00fablico sente-se solid\u00e1rio com o desenrolar da trama, se descontrai com o desenlace, que lhe d\u00e1 uma esp\u00e9cie de catarse que n\u00e3o \u00e9 catarse porque n\u00e3o implica piedade e terror, mas uma empatia cuidadosa, onde o riso \u00e9 \u00e0s vezes de cumplicidade, outras vezes de superioridade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_7990\" aria-describedby=\"caption-attachment-7990\" style=\"width: 490px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/INTERNA-II3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7990\" title=\"Ariano Suassuna\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/INTERNA-II3.jpg\" alt=\"\" width=\"490\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/INTERNA-II3.jpg 490w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/06\/INTERNA-II3-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-7990\" class=\"wp-caption-text\">Ariano Suassuna \/ Foto: Demis Roussos<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Na<em> Farsa da boa pregui\u00e7a, <\/em>escrita em 1960, a interven\u00e7\u00e3o celestial, para evitar a vit\u00f3ria do diabo e do rico Aderaldo Catac\u00e3o, d\u00e1-se no mundo dos vivos. Ent\u00e3o, faz-se necess\u00e1ria a descida desses seres celestiais ao mundo dos mortais. Nesse caso, os seres celestiais precisam assumir a condi\u00e7\u00e3o de um mortal e andar entre os homens como um deles. Nessa condi\u00e7\u00e3o de mortal, pode ocorrer algum desvio ou conduta que fuja do que se espera de um anjo ou de um santo. \u00c9 o que ocorre com Sim\u00e3o Pedro: ele encontra um queijo que pertenceria a Aderaldo Catac\u00e3o e decide ficar com ele. Ao final, temos os tr\u00eas seres celestiais (Manuel Carpinteiro, ou seja, Jesus Cristo, Sim\u00e3o Pedro e Miguel Arcanjo) disputando a posse do queijo num jogo. A proposta \u00e9 feita desta maneira por Manuel Carpinteiro: \u201cEnt\u00e3o vamos fazer o seguinte:\/enquanto a hist\u00f3ria do Rico e do Poeta continua,\/a gente vai ali dormir um sono e sonhar!\/Quem tiver o sonho mais bonito\/fica com o queijo todo, est\u00e1 bem?\u201d.\u00a0 Depois, quando v\u00e3o revelar os sonhos, Sim\u00e3o Pedro confessa: \u201cEnt\u00e3o, son\u00e2mbulo, como sempre fui,\/acho que me levantei,\/porque quando acordei,\/tinha comido o queijo:\/s\u00f3 estas cascas encontrei!\u201d. E essa sua esperteza \u00e9 ainda exaltada por Manuel Carpinteiro: \u201cquando escolhi este para Pr\u00edncipe dos Ap\u00f3stolos\/e chefe da Igreja,\/foi porque sabia que o cabra era esperto!\u201d. Aqui, poder\u00edamos dizer que o texto de Ariano se aproxima da S\u00e1tira Menipeia, pois ocorre o rebaixamento de um ser celestial, fazendo-o comportar-se como um simples mortal afeito aos desvios de conduta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Arist\u00f3teles, a com\u00e9dia, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 trag\u00e9dia, \u201c\u00e9 a imita\u00e7\u00e3o de homens de qualidade inferior\u201d. O universo teatral criado por Ariano Suassuna, a partir de suas fontes populares e eruditas, \u00e9 marcado por tipos que se encaixam nessa defini\u00e7\u00e3o do fil\u00f3sofo grego. Seu olhar generoso, no entanto, faz com que seus personagens pertencentes \u00e0 camada menos favorecida da sociedade ganhem a simpatia do p\u00fablico por investir-se de esperteza, gra\u00e7a e mal\u00edcia \u2013 elementos capazes de faz\u00ea-los sobrepor-se ao outro, que se imp\u00f5e, geralmente, pela for\u00e7a f\u00edsica ou pelo poder econ\u00f4mico. \u00c9 o caso das personagens Caroba e Pinh\u00e3o na pe\u00e7a <em>O santo e a porca<\/em>, de 1957. O p\u00fablico pode at\u00e9 se opor ao modo interesseiro com que ambos agem inicialmente, mas n\u00e3o tem como n\u00e3o simpatizar com eles ao descobrir que s\u00e3o explorados vergonhosamente pelos patr\u00f5es. \u00c9 o que nos revela a fala de Pinh\u00e3o no Terceiro Ato: \u201cMas onde est\u00e1 o sal\u00e1rio de todos estes anos em que trabalhamos, eu, meu pai, meu av\u00f4, todos na terra de sua fam\u00edlia, Seu Eudoro? Onde est\u00e1 o sal\u00e1rio da fam\u00edlia de Caroba, na mesma terra, Seu Eudoro? (&#8230;) Onde est\u00e1 o sal\u00e1rio de Caroba durante o tempo em que trabalhou aqui, Seu Euric\u00e3o?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caroba e Pinh\u00e3o, assim como Jo\u00e3o Grilo, possuem linguagem e esperteza que lhes permite negociar, argumentar e tramar em proveito pr\u00f3prio ou dos outros. E se podem fazer isso com tanta desenvoltura, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem, \u00e9 porque, nas pe\u00e7as de Suassuna, n\u00e3o h\u00e1 distin\u00e7\u00e3o entre o n\u00edvel de linguagem usado pelos patr\u00f5es e o usado pelos empregados. Ou seja, a corre\u00e7\u00e3o gramatical \u00e9 um elemento presente tanto na fala dos menos favorecidos quanto na das elites econ\u00f4micas. \u00a0Menos que incorrer em inverossimilhan\u00e7a, o que Ariano faz \u00e9 armar os representantes das camadas mais pobres da sociedade com o mesmo poder de comunica\u00e7\u00e3o dos que det\u00eam o poder. D\u00e1-lhes a mesma \u201ccompet\u00eancia ling\u00fc\u00edstica\u201d dos seus opressores.\u00a0 Isso permite, ent\u00e3o, que o embate verbal n\u00e3o penda s\u00f3 para um lado, ou seja, dos representantes das for\u00e7as econ\u00f4micas. Seus personagens, nesse caso, n\u00e3o sofrem da mesma ang\u00fastia de um Fabiano, no romance Vidas Secas, do tamb\u00e9m nordestino Graciliano Ramos.\u00a0 Por ser limitado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linguagem, o personagem de Graciliano n\u00e3o pode exprimir-se da maneira que gostaria e que precisaria para se livrar da explora\u00e7\u00e3o e da opress\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por conta de toda essa riqueza est\u00e9tica e convic\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, o teatro criado por Ariano Suassuna nos encanta, conscientiza, diverte e humaniza. Da\u00ed sua for\u00e7a inesgot\u00e1vel como obra de arte capaz de nos manter atentos \u00e0s complexidades da alma humana e \u00e0s riquezas culturais do nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Geraldo Lima <\/em><\/strong><em>\u00e9 escritor, dramaturgo e roteirista. Tem algumas obras publicadas, dentre elas: Baque (contos), UM (romance) e Trinta gatos e um c\u00e3o envenenado (pe\u00e7a de teatro). Mant\u00e9m o blogue <a href=\"http:\/\/www.baque-blogdogeraldolima.blogspot.com.br\"><strong>Baque<\/strong><\/a><strong>.<\/strong><\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geraldo Lima evoca o vigor do teatro de Ariano Suassuna<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7988,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1978,16,2537],"tags":[1981,1982,1507,914,250,12],"class_list":["post-7986","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-92a-leva","category-destaques","category-jogo-de-cena","tag-a-forca-inesgotavel-do-teatro-de-ariano-suassuna","tag-ariano-suassuna","tag-baque","tag-ensaio","tag-geraldo-lima","tag-jogo-de-cena"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7986"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7986\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8131,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7986\/revisions\/8131"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}