{"id":8398,"date":"2014-09-04T09:19:18","date_gmt":"2014-09-04T12:19:18","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=8398"},"modified":"2014-10-04T17:30:41","modified_gmt":"2014-10-04T20:30:41","slug":"dedos-de-prosa-i-29","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-i-29\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><em>Munique Duarte<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<figure id=\"attachment_8402\" aria-describedby=\"caption-attachment-8402\" style=\"width: 500px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/INTERNA-12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8402 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/INTERNA-12.jpg\" alt=\"Luciana Bignardi\" width=\"500\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/INTERNA-12.jpg 500w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/INTERNA-12-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-8402\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Luciana Bignardi<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pintassilgo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Bateu a porta e se foi. Chap\u00e9u na m\u00e3o e ideias definidas. Franzino e decidido. Daria muitas voltas ainda. Sentiria falta dos perfumes de mexericas, da cama arrumada e do p\u00e3o amassado de pouco. Ela, toda pequena e de olhos arregalados, n\u00e3o sa\u00eda de perto do fog\u00e3o \u00e0 lenha. Cabelos enfuma\u00e7ados e vestido amarelo com barra preta de tanto passar a m\u00e3o de cinzas. Feito um passarinho fr\u00e1gil, viu o Jos\u00e9 Fulg\u00eancio, o Pintassilgo, bater a porta. Um suspiro subiu do est\u00f4mago e espetou o cora\u00e7\u00e3ozinho. Mas n\u00e3o o deixou escapar pelas narinas. Era nova para ter suspiros. Deveria s\u00f3 aspirar o p\u00f3 da lenha cozida. Orelhas em p\u00e9, como gato-do-mato. Ouvia todos dizerem que Pintassilgo era muito arrogante. Queria sempre as coisas do seu jeito. Ningu\u00e9m poderia contrari\u00e1-lo. Diziam todos com seus chap\u00e9us ensebados, pitos acessos e gestos com m\u00e3os sujas. Mariinha, toda borboleta, n\u00e3o estava nem a\u00ed para nenhum deles. Feios e sujos. Escutava as conversas todas sem nem ter copo de vidro grudado na parede. Ningu\u00e9m a reparava no vestido amarelo imundo. At\u00e9 quando o caf\u00e9 estava ruim as pragas iam todas para a lenha. Rodopiavam no fogo e se desmanchavam na chamin\u00e9. Ela era invis\u00edvel, esqu\u00e1lida e empoeirada. Ratazana completando o grupo que sempre rodeava o fog\u00e3o quando o calor esmorecia \u00e0 noite e os sapos coaxavam. Dormia sem perigos no quartinho dos fundos. Nem cadeado precisava. Enquanto batia a m\u00e3o no vestido para limp\u00e1-la e mexer na panela, ainda ouviu o \u00faltimo que saiu da cozinha dizer que Pintassilgo era um fracote de pernas bambas. Dali a pouco voltaria para tomar caf\u00e9 e se esconder na aba do chap\u00e9u amassado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o aconteceu. Pintassilgo sumiu tr\u00eas dias e tr\u00eas noites. Apressado, bateu \u00e0 porta de Mariinha no meio da madrugada. Morrendo de susto, abriu. Ele cheirava mal e pediu para que ela guardasse um saco para ele. Estava pesado e ela o empurrou com o p\u00e9 para debaixo da cama. Quando voltou para falar com ele, era s\u00f3 breu. Ainda escutou com as orelhas de gato-do-mato um barulho longe nas folhagens das bananeiras cortadas. Ele haveria de voltar e o suspiro saiu pela boca com vontade e ru\u00eddo. E seria no meio da madrugada, batendo na sua porta com punho de macho. Adormeceu Mariinha sonhando at\u00e9 despertar no dia seguinte com o vestido amarelo surrado, assoprando lenha \u00famida, dif\u00edcil de pegar fogo. N\u00e3o mexeu nadinha no embrulho do Pintassilgo. O que importava para ela era o seu olhar pequeno e preto de passarinho afugentado. Freou o suspiro na garganta. Um sujismundo j\u00e1 pedia caf\u00e9 com voz deseducada. O sumi\u00e7o de Pintassilgo foi assunto que se apagava dia a dia na cozinha. Mariinha n\u00e3o se afligia. Sabia que ele voltaria para pegar o saco pesado. N\u00e3o contaria a ningu\u00e9m da visita. Era borboleta mirrada desacreditada. As pragas pulavam as lenhas e se desfaziam no ar com a fuma\u00e7a escura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com a tempestade o dia terminou mais cedo na cozinha. Mariinha sem seu of\u00edcio era vela apagada no escuro. Voltou para o quartinho e p\u00f4s lata de azeite aparando a goteira perto da porta. Chovia \u00e1gua morna. Deitou na cama dura com os joelhinhos para cima. O vestido ensebado escorregou pelas coxas finas. Pensava nos olhos de passarinho dele. Nem se lembrava do saco escondido debaixo da cama. Cochilou e sonhou com Pintassilgo alisando seus cabelos enfuma\u00e7ados de lenha. No sonho ela estava mais bonita, mais gorda, antes ainda das tosses e do quartinho frio. Ele abria o saco escondido debaixo da cama, revolvia a terra e tirava de l\u00e1 um anel dourado grosso. Era para Mariinha. Ela suspirou com for\u00e7a diante dele. O suspiro deu cambalhotas no ar e sumiu como grilo mi\u00fado. Ela sorria um sorriso que vinha com for\u00e7a do peito. Escutou batidas na porta. Abriu os olhos assustados e foi atender. Chutou sem querer a lata de azeite esparramando \u00e1gua. Antes de abrir a porta, ainda escutou um barulho de casco de cavalo. Pintassilgo empurrou a porta e arrastou o saco escondido para a luz do quartinho. Sem nem olhar nos olhos da borboleta, montou no cavalo e saiu sem palavra alguma. Ainda de relance, Mariinha viu a perna grossa de uma mulher vestida de azul. N\u00e3o ouve barulho de folhagem de bananeira cortada. O suspiro saiu do est\u00f4mago, espetou o cora\u00e7\u00e3ozinho, e se desmancharia no calor da lenha pelos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ampulheta amarela<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Olho por olho. Sobre os dentes, deixemos aos vampiros. A areia fina passou pelo buraco estreito correndo com pernas inacredit\u00e1veis. O grisalho apareceu ali e depois. Dentro da cabe\u00e7a ainda um resto de novas tentativas. Faria tudo outra vez. Ou n\u00e3o. Cada um sabe o que lhe cabe dentro das mem\u00f3rias encardidas. No meio da selva inteira havia resto de compaix\u00e3o. Um olhar mais fundo, mergulhador sem p\u00e9s-de-pato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada cent\u00edmetro da sala, do quarto, da cozinha, da casa inteira j\u00e1 havia sido percorrido em noite em claro. Tentativas in\u00fameras. M\u00e3os na ma\u00e7aneta. M\u00e3os \u00e0 obra. Sair com a roupa de sempre, cruzar a rua e fumar uma porcaria qualquer. Depois, ler de longe as manchetes salobras dos sensacionalistas. Da\u00ed, um caf\u00e9 sem palavras \u00f3bvias sobre s\u00f3is ou temporais. Caminhar mais, mais longe, mais fundo, mais depois de quatro ou cinco esquinas. Sentir os p\u00e9s querendo sentido contr\u00e1rio. Sentindo o cora\u00e7\u00e3o querendo sentido contr\u00e1rio. Sabe que a mente n\u00e3o far\u00e1 o contr\u00e1rio. Peda\u00e7os de rotina com peda\u00e7os de realidade. Realidade chata, necess\u00e1ria, ampla, morna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cruzou a \u00faltima rua sobre o ch\u00e3o zebrado e bem na frente comprou duas d\u00fazias de uma flor amarela que esqueceu o nome logo ap\u00f3s ter perguntado. Era preciso salvar o dia, os amores, a azia, os temores. Calado. Voltou e fez o mesmo caminho. Nada de caf\u00e9, fumos ou jornais. Cumprimento r\u00e1pido pela vizinha de olho vazado. Triste a vida daqueles que a vivem pela metade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Flores amarelas sobre a fronha amarelada. Sonhos amarelados. Paredes amareladas. Justificativas amareladas. O amarelo tomou a casa inteira por um instante depois de tanto cinza nos cabelos. Dias, dias, mais dias. Mais areia passando pela cintura da ampulheta em forma. Mais dias, dias, dias. Flores amarelas se tornaram cinza-tempo. Tudo ficou de uma cor s\u00f3. Em v\u00e3o. Fora do tempo. O homem s\u00f3 acertar\u00e1 o tempo quando se transportar para dentro da ampulheta e sentir a areia inundando seus p\u00e9s imundos de realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tarde demais. A fronha apodreceu e dali em diante a esquina inteira da rua perdida. Tarde demais para outras cores, outros v\u00edcios, outros entrementes. Trope\u00e7ando. Fim da escada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas areias depois, ele ainda a viu do outro lado da cidade, de vestido azul e presilha no cabelo. Ela estava muito mudada. Rosto mudado. Boca mudada. Perdeu a olhos vistos a cintura de ampulheta. T\u00e3o diferente. T\u00e3o sem forma. T\u00e3o sem a forma do tempo, de corpo de miss. Sentiu-se fora de realidade chata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi ao lugar de sempre tomar caf\u00e9, e aceitou o bate-papo \u00f3bvio. Estava tudo t\u00e3o estranho. O cinza da vida j\u00e1 n\u00e3o incomodava. Era o come\u00e7o de uma nova f\u00e9. De novos estalos mentais. Tarde demais. Ou n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quer voltar logo para a casa. Tirar o cheiro de mofo do ar. Se jogar em novos jogos, novas ampulhetas. Os p\u00e9s ardem h\u00e1 tempos sobre essa areia fina, amarelada, acinzentada, mal vestida e mal falada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os rios trotam<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Era de se esperar que o dia nublado trouxesse a lembran\u00e7a daquele rio barrento que vira muitas curvas at\u00e9 chegar \u00e0 pequena casa de janelas rosadas. Duas janelas pequeninas, mas bem cuidadas, com cortininhas azuis com pequenas flores. Uma casinha a s\u00f3s no fim do rio que se desmilinguia at\u00e9 ser fio fraco de \u00e1gua transparente. A saia verde surrada e os \u00f3culos grossos sempre observavam o que poderia haver dentro de uma morada t\u00e3o min\u00fascula. Era certo que vivia gente. O fog\u00e3o de lenha soltava um cheiro que viajava depois das \u00e1guas, depois do pasto. Uma pessoa morava ali, com certeza. A senhora de len\u00e7o xadrez que puxava da perna. Parecia ser boa pessoa. Parecia, somente. E a confian\u00e7a n\u00e3o se estendia por trope\u00e7ar em dias s\u00f3rdidos de modernidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os rios trotam com patas d&#8217;\u00e1gua. Vento forte que revirava a saia verde, debaixo para cima, na sinfonia do ar morno. Depois das janelas m\u00ednimas e das cortinas coloridas, imaginava poucos m\u00f3veis e pouca comida sobre a mesa. No varal, somente pe\u00e7as cinza. Um xale enorme amarelo que sempre estava a secar. Os rios trotam ruidosamente, e talvez nunca soubesse o tom de voz da velhota, com cara de solid\u00e3o recente. N\u00e3o tinha luz. N\u00e3o tinha g\u00e1s. Tinha chamin\u00e9 com fuma\u00e7a embocada da lenha que esquentou o bule de caf\u00e9. Ou de \u00e1gua quente para tantas e tantas infus\u00f5es. A velha estava agora lavando batatas em uma bacia. Eram muitas batatas para uma pessoa s\u00f3. O tempo agora estava cinzento, com ar agitado. Segurava a saia com as duas m\u00e3os. Maldita chegada do inverno. Hora de regressar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pedras dos rios s\u00e3o trai\u00e7oeiras. Nem sempre a \u00e1gua as doma. P\u00e9 sangrando e dolorido da passada mal dada. A casa ainda a tr\u00eas quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia. Pensou na senhora e no ch\u00e1 de hortel\u00e3 rec\u00e9m-fervido. Queria s\u00f3 observar, mas n\u00e3o tinha jeito. Atravessou mancando o ru\u00eddo dos cavalos d&#8217;\u00e1gua. As janelas cresciam. As cortinas eram roxas, e n\u00e3o azuis. O xale amarelo imenso, com franjas embara\u00e7adas, era uma toalha de mesa surrada. A bacia com as batatas n\u00e3o estava mais do lado de fora. N\u00e3o sentia medo. Era lembran\u00e7a de algo. Era cheiro familiar. Engasgou-se ao chamar pela senhora. N\u00e3o podia confiar t\u00e3o cegamente na bondade dos dias atuais. Mesmo estando t\u00e3o longe, em mata limpa e rios caudalosos. J\u00e1 havia entrado. Estava na cozinha, com o fog\u00e3o de lenha. Nada de bule, caf\u00e9 ou hortel\u00e3. Gotas de chuva ecoavam nas telhas ralas. Entrou no quarto da velhota. Na parede um ter\u00e7o pendurado. Nem sentia mais o corte no p\u00e9. Sentia moleza, vontade de ficar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ficou meia hora ouvindo o estalar da lenha queimando no fog\u00e3o. De fato, a senhora de len\u00e7o xadrez n\u00e3o apareceu. Nem naquela hora. Nem nas seguintes. O calor do fogo \u00e9 bom quando chega o inverno. A saia verde j\u00e1 n\u00e3o tremia. Naquela cadeira no canto da cozinha permaneceu at\u00e9 a noite chegar. O dia nublado traz lembran\u00e7as de tantas casas, de tantos rios, de tantas cortinas pequenas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/www.textosimperdoaveis.blogspot.com\"><strong><em>Munique Duarte<\/em><\/strong><\/a><em> nasceu e vive em Santos Dumont-MG. \u00c9 jornalista sindical, formada pela UFJF. J\u00e1 colaborou em sites, revistas e jornais liter\u00e1rios e foi participante da Mostra de Tuiteratura, em S\u00e3o Paulo. Em fevereiro de 2014, lan\u00e7ou o livro de contos \u201cEspelho Oxidado\u201d, pela Editora Multifoco. Em 2015, lan\u00e7ar\u00e1 seu primeiro romance.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Delicados retratos de vida nos contos de Munique Duarte<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8399,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2113,2534,16],"tags":[2128,419,41,2126,2129,2127,2130],"class_list":["post-8398","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-94a-leva","category-dedos-de-prosa","category-destaques","tag-ampulheta-amarela","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-munique-duarte","tag-os-rios-trotam","tag-pintassilgo","tag-textos-imperdoaveis"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8398","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8398"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8398\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8424,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8398\/revisions\/8424"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8399"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8398"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8398"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8398"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}