{"id":9899,"date":"2015-06-02T09:13:45","date_gmt":"2015-06-02T12:13:45","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=9899"},"modified":"2018-12-07T16:39:52","modified_gmt":"2018-12-07T19:39:52","slug":"aperitivopalavraii-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/aperitivopalavraii-4\/","title":{"rendered":"Aperitivo da Palavra II"},"content":{"rendered":"<p><strong>A sagrada profana\u00e7\u00e3o do corpo: os ritos liter\u00e1rios de Saint Genet<\/strong><\/p>\n<p><em>Por Rafael Peres<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Di\u00e1rio-de-um-ladr\u00e3o-capa-m.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15781\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Di\u00e1rio-de-um-ladr\u00e3o-capa-m.jpg\" alt=\"\" width=\"293\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Di\u00e1rio-de-um-ladr\u00e3o-capa-m.jpg 293w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Di\u00e1rio-de-um-ladr\u00e3o-capa-m-195x300.jpg 195w\" sizes=\"auto, (max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVoc\u00eas\u201d, um pronome que demarca a fronteira e o distanciamento entre n\u00f3s e o personagem autobiogr\u00e1fico Jean Genet, em seu <em>Di\u00e1rio de um ladr\u00e3o <\/em>(2012). Embora seja chamada de \u201cdi\u00e1rio\u201d, tal obra apresenta-nos um painel anacr\u00f4nico das mem\u00f3rias de Genet, as quais s\u00e3o dispostas de maneira multiforme, destitu\u00edda de linearidade cronol\u00f3gica. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 como precisar se a narrativa \u00e9 uma autobiografia, uma mem\u00f3ria ou um di\u00e1rio, ainda que todos estejam em seu bojo. Al\u00e9m desse embaralhamento de g\u00eaneros, vemos um desfile de fac\u00ednoras e ladr\u00f5es, malandros de toda esp\u00e9cie, com os quais Genet confunde-se, tornando-se um caleidosc\u00f3pio de suas amoralidades. Ao inv\u00e9s de compor uma ode aos valores da ordem social vigente, Genet canta as idiossincrasias de sua classe, em detrimento das institui\u00e7\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o do poder executivo, cuja a\u00e7\u00e3o violenta e punitiva \u00e9, para o autor-personagem, um tra\u00e7o que a aproxima da barb\u00e1rie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo a esteira de Baudelaire e de outros poetas malditos, Genet utiliza o grotesco como adubo de suas \u201crosas brancas\u201d, extraindo da imund\u00edcie a luz benfazeja de seu lirismo. O emba\u00e7amento de si mesmo durante sua her\u00e9tica travessia pelas margens sociais confere-lhe uma identidade ornada de magnific\u00eancias ultrajantes, concebendo assim <em>Jeannot<\/em>, o amante plat\u00f4nico de Stilitano, um dos asseclas mais queridos do autor-personagem. Este se desdobra nas abundantes descri\u00e7\u00f5es, nas quais retrata uma torrente po\u00e9tica atingindo todos os ladr\u00f5es, de modo que suas impurezas tornem-se mat\u00e9ria transcendental. Assim, o v\u00e9u do catarro de Stilitano resplandece, ganhando tons at\u00e9 ent\u00e3o impens\u00e1veis, principalmente em se tratando do pensamento popular em rela\u00e7\u00e3o aos fluidos expelidos pelo corpo. Mostrar suas in\u00fameras facetas mediante uma <em>poieses<\/em> invertida demanda tamb\u00e9m fugir do c\u00e2none imposto pelo g\u00eanero, o que acentua o car\u00e1ter ritual\u00edstico baseado na transgress\u00e3o, uma vez que o autor suspende a narrativa a um plano et\u00e9reo e disjuntivo, c\u00e1lice abjeto para a ordem dominante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A santidade, segundo Genet, alcan\u00e7a a epifania \u00e0 medida que uma corrup\u00e7\u00e3o de maior calibre sobrep\u00f5e-se a outra, numa busca incans\u00e1vel pela pretensa anula\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter. Com essa postura, o autor escolhe a trai\u00e7\u00e3o como o estigma subversivo por excel\u00eancia, tendo em vista sua capacidade ilimitada de sobrepujar os v\u00ednculos ben\u00e9ficos dentro de um grupo. Desse modo, a fraternidade, a gratid\u00e3o e a honra s\u00e3o ceifadas, com a finalidade de proporcionar uma nova e paradoxal uni\u00e3o, ou seja, o estabelecimento de um v\u00ednculo sagrado por interm\u00e9dio da ruptura de tais valores. Logo, camadas gradativamente nocivas consomem as inferiores, produzindo uma massa disforme de sujeira moral e f\u00edsica, a qual gravita em torno da trai\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a mesma n\u00e3o se circunscreve somente na ruptura de valores metaf\u00edsicos, mas tamb\u00e9m no abandono da sanidade corporal. \u00c9 mediante essa atitude que Genet olvida-se, reinventando suas facetas num prisma grotesco, de modo que este se torne uma cosmogonia insurgente de seu caos. Todavia, deve-se ressaltar que esse apagamento n\u00e3o significa a extin\u00e7\u00e3o de sua identidade, mas sim a procura por sua renova\u00e7\u00e3o, desnudando o que h\u00e1 de mais rasteiro entre os exclu\u00eddos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O corpo \u00e9 um templo sagrado, \u201cmorada de Deus\u201d para a tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica. Genet apropria-se dessa ideia, mas com enfoque completamente diverso, tendo como base pervers\u00f5es libidinosas, rela\u00e7\u00f5es homossexuais e excre\u00e7\u00f5es. O sagrado e o profano t\u00eam rela\u00e7\u00f5es estreitas, se analisados do ponto de vista antropol\u00f3gico, sobretudo deixando de lado a concep\u00e7\u00e3o ocidental de pureza e higieniza\u00e7\u00e3o. Entre os Bambaras, por exemplo, h\u00e1 uma classe de iniciados de nome \u201cAbutres\u201d, a qual \u201cengole as for\u00e7as profundas do universo\u201d alimentando-se dos detritos. \u201cAo consumi-los, o abutre assimila o mundo por interm\u00e9dio da coprofagia\u201d (ZAHAN, in: CHEVALIER &amp; GHEERBRANT, 2006, p. 412). Essa liturgia com elementos abjetos \u00e9 recorrente na narrativa de Genet, que igualmente se vale de situa\u00e7\u00f5es repugnantes para tentar justificar sua exist\u00eancia e reanimar as \u201cfor\u00e7as profundas do universo\u201d:<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">Os piolhos nos habitavam. \u00c0s nossas roupas, eles davam uma anima\u00e7\u00e3o, uma presen\u00e7a que, desaparecida, as tornavam mortas. N\u00f3s gost\u00e1vamos de saber \u2013 e sentir \u2013 pulular os bichinhos transl\u00facidos que, sem serem domesticados, eram t\u00e3o nossos que o piolho de outro que n\u00f3s dois nos dava nojo. N\u00f3s lhe d\u00e1vamos ca\u00e7a, mas com a esperan\u00e7a de que durante o dia as l\u00eandeas teriam nascido. [&#8230;] N\u00e3o jog\u00e1vamos os cad\u00e1veres \u2013 ou despojos \u2013 no lixo, n\u00f3s os deix\u00e1vamos cair, sangrando com o nosso sangue, em nossa roupa descomposta. Os piolhos eram o \u00fanico sinal da nossa prosperidade, do pr\u00f3prio avesso da prosperidade, mas era l\u00f3gico que ao fazer o nosso estado operar uma invers\u00e3o que o justificasse, n\u00f3s justific\u00e1vamos ao mesmo tempo a marca desse estado. Tornados t\u00e3o \u00fateis para o conhecimento da nossa decad\u00eancia como as joias para o conhecimento daquilo a que se d\u00e1 o nome de triunfo, os piolhos eram preciosos (GENET, 2012, p. 35-36).<\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Revitalizando essa condi\u00e7\u00e3o miser\u00e1vel, os piolhos s\u00e3o elevados a \u201cjoias\u201d, em cujo brilho transl\u00facido flagra-se outra realidade. De acordo com os povos tribais, os excrementos constituem a s\u00edntese energ\u00e9tica da natureza, o elo do homem com o plano sagrado, n\u00e3o possuindo, assim, o arqu\u00e9tipo escatol\u00f3gico criado no ocidente. Muitos radiestesistas acreditam que os dejetos t\u00eam uma energia similar \u00e0 emanada pelo ouro; trata-se de uma cren\u00e7a observada em muitas tradi\u00e7\u00f5es. Classificar metaforicamente os piolhos de pedras preciosas \u00e9 uma invers\u00e3o que valoriza o abjeto como um estado an\u00edmico triunfante, g\u00eanese da beleza no \u201cpr\u00f3prio avesso da prosperidade\u201d. Min\u00e9rios superiores s\u00e3o cotejados com o que h\u00e1 de mais infame na cultura ocidental, erodindo, com isso, os limites entre o sagrado e o profano, evid\u00eancia das dicotomias entre o homem e sua corporeidade. Por\u00e9m, mesmo na tradi\u00e7\u00e3o judaico-crist\u00e3, nota-se essa ambival\u00eancia, uma vez que o ritual da eucaristia consiste em se alimentar do Cristo vivo, a fim de sanar os pecados e resguardar-se para a vida eterna. \u00c9 vis\u00edvel, ent\u00e3o, que a antropofagia funciona simbolicamente como a restitui\u00e7\u00e3o vital do ser humano, cujos detritos, em outras culturas, tamb\u00e9m adquirem valor equivalente. Dos restos dos piolhos, o autor-personagem contempla o pr\u00f3prio sangue, sua marca existencial que o assinala no mundo. Seu \u201crenascimento\u201d acontece gra\u00e7as ao sacrif\u00edcio da morte, perfazendo um fluxo intermitente, no qual as criaturas escatol\u00f3gicas servem como adubo e fertilizante para a germina\u00e7\u00e3o de uma nova vida. Nessa \u00f3ptica, o ouro, o excremento, a joia e o piolho s\u00e3o igualmente importantes para o ciclo, o que endossa a premissa genetiana de utilizar elementos abjetos para alcan\u00e7ar o sublime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As figuras de linguagem utilizadas por Genet em suas descri\u00e7\u00f5es associam-se quase sempre \u00e0 natureza, espa\u00e7o ind\u00f4mito, \u00e0s vezes cruel, mas que evoca a beleza, extraindo dolorosamente seu caos. Os min\u00e9rios, as seivas e as luminosas imagens locupletam os sentidos, paralelamente dispostos aos \u00f3rg\u00e3os genitais, como a rosa branca e o voluptuoso escarro entre as pernas do assassino. O autor-personagem reitera que essas marcas po\u00e9ticas s\u00e3o tentativas de alcan\u00e7ar uma moral superior, sobre a qual n\u00e3o se pode julgar conforme os paradigmas sociais. Genet chama seu lavor art\u00edstico de \u201csantidade\u201d, ou seja, \u00e9 um tipo de cogni\u00e7\u00e3o sensorial que busca asceticamente a totalidade, ainda que seu escopo seja inating\u00edvel; \u201cafasta-se quando me aproximo dele\u201d (GENET, 2012, p. 231), explica. Essa percep\u00e7\u00e3o est\u00e9tica apresenta maior grau de complexidade, pois o artista n\u00e3o lida meramente com algo prosaico ou com um simples fato do cotidiano, e sim com in\u00fameros signos escatol\u00f3gicos do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A express\u00e3o substantiva \u201cUm ladr\u00e3o\u201d n\u00e3o identifica a pessoa que pratica o delito; assim quer Genet em seu texto, como sugere o t\u00edtulo de seu \u201cdi\u00e1rio\u201d. Quando algu\u00e9m rouba um objeto de valor, sua inten\u00e7\u00e3o \u00e9 basicamente usufruir de seu saque em benef\u00edcio pr\u00f3prio e\/ou de outrem. Todavia, a rela\u00e7\u00e3o entre o meliante e seu furto ultrapassa essa acep\u00e7\u00e3o, posto que o indiv\u00edduo apropria-se indevidamente de uma particularidade de outra pessoa e a transforma num novo ap\u00eandice (que varia conforme a natureza do produto roubado) de sua identidade. O direito de posse \u00e9 uma conven\u00e7\u00e3o que torna o objeto individual, opondo-lhe sua universalidade material e simb\u00f3lica. Embora o esp\u00f3lio roubado seja um dom\u00ednio alheio, o ladr\u00e3o lhe concede novo significado, expandindo-o semanticamente, ao apropriar-se dele. Se o autor-personagem tem plena convic\u00e7\u00e3o de que \u00e9 capaz de trair Armand, afanando-o em benef\u00edcio de Stilitano, presume-se que o produto do roubo deva simbolizar n\u00e3o somente a apropria\u00e7\u00e3o de uma subjetividade, mas tamb\u00e9m sua partilha em prol de uma agremia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cruel autoridade dos dois ladr\u00f5es, Armand e Stilitano, cria a aura de erotismo e devo\u00e7\u00e3o, com a qual Genet banha-se de luz, assimilando o que h\u00e1 de mais nocivo nos comparsas: a trai\u00e7\u00e3o. A gula pela vileza n\u00e3o se satisfaz, mas \u00e9 sobre sua incompletude que o autor-personagem constr\u00f3i seu altar, onde os corpos sacrificados s\u00e3o colocados \u00e0 mostra e \u00e0 revelia da sociedade. Os ganhos obtidos por Armand pelo tr\u00e1fico de \u00f3pio s\u00e3o uma das oferendas, n\u00e3o considerados assim meramente pelo valor financeiro, mas, sobretudo, por encarnarem a postura transgressora do criminoso, um dos maci\u00e7os blocos de sua personalidade infame. O trai\u00e7oeiro roubo das do outro possibilita a Genet a apropria\u00e7\u00e3o sensorial da maldade alheia e de seu pr\u00f3prio mal, aproximando, dessa maneira, seus p\u00f3los negativos. Com isso, os ladr\u00f5es comungam um sentimento de reden\u00e7\u00e3o mediante o abjeto. As rela\u00e7\u00f5es sexuais tamb\u00e9m revelam essa permuta identit\u00e1ria, que \u00e9 simultaneamente morte e vida, indiv\u00edduo e coletivo, carne e esp\u00edrito. O eixo de tais oposi\u00e7\u00f5es consiste no v\u00ednculo da beleza com o grotesco, um ox\u00edmoro avassalador, ben\u00e7\u00e3o de Saint Genet, o ladr\u00e3o de joias po\u00e9ticas&#8230;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">CHEVALIER &amp; GHEERBRANT. <em>Dicion\u00e1rio de s\u00edmbolos: mitos, sonhos, costumes, gestos, formas, figuras, cores, n\u00fameros<\/em>. Coordena\u00e7\u00e3o de Carlos Sussekind; tradu\u00e7\u00e3o de Vera da Costa e Silva&#8230; (et al.). Rio de Janeiro: Jos\u00e9 Olympio, 2006.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\">GENET, Jean. <em>Di\u00e1rio de um ladr\u00e3o<\/em>. Tradu\u00e7\u00e3o de Jacqueline Laurence e Roberto Lacerda. Editora Saraiva: S\u00e3o Paulo, 2012.<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Rafael Peres<\/em><\/strong><em> nasceu em Patos de Minas, Minas Gerais, em 1986. Possui gradua\u00e7\u00e3o em Letras pelo Centro Universit\u00e1rio de Patos de Minas (UNIPAM). \u00c9 Mestre em Teoria Liter\u00e1ria, pela Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU). J\u00e1 escreveu os contos\u00a0\u201cO olho da m\u00e1scara\u201d, texto classificado no Concurso liter\u00e1rio \u201cCidade das Asas\u201d, \u201cAna Clara\u201d, terceiro colocado no <\/em><em>II Concurso Liter\u00e1rio Icoense &#8211; CLIC &#8211; Poeta Jos\u00e9 de Oliveira Neto, e \u201cAn\u00e1tema\u201d, obra inclusa na antologia do Pr\u00eamio Henry Evaristo de Literatura Fant\u00e1stica. \u00c9 tamb\u00e9m um dos vencedores do\u00a048\u25e6 Concurso Liter\u00e1rio de Contos do FEMUP,\u00a0tendo como m\u00e9rito seu conto\u00a0\u201cOs Girinos\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rafael Peres resenha \u201cDi\u00e1rio de um ladr\u00e3o\u201d, romance de Jean Genet<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9900,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2532,2533],"tags":[2565,11,2564,2563,2078,189],"class_list":["post-9899","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-101a-leva","category-aperitivo-da-palavra","tag-a-sagrada-profanacao-do-corpo-os-ritos-literarios-de-saint-genet","tag-aperitivo-da-palavra","tag-diario-de-um-ladrao","tag-jean-genet","tag-rafael-peres","tag-resenha"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9899","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9899"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15782,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9899\/revisions\/15782"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9900"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}