{"id":9937,"date":"2015-06-02T11:39:43","date_gmt":"2015-06-02T14:39:43","guid":{"rendered":"http:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/?p=9937"},"modified":"2015-06-04T12:05:34","modified_gmt":"2015-06-04T15:05:34","slug":"dedos-de-prosa-ii-32","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/dedos-de-prosa-ii-32\/","title":{"rendered":"Dedos de Prosa II"},"content":{"rendered":"<p><em>Tadeu Sarmento<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_9939\" aria-describedby=\"caption-attachment-9939\" style=\"width: 354px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/interna7.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9939 size-full\" src=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/interna7.jpg\" alt=\"Victor H. Azevedo\" width=\"354\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/interna7.jpg 354w, https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/interna7-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9939\" class=\"wp-caption-text\">Desenho: Victor H. Azevedo<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Flores no microondas<\/strong><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que mais gosto \u00e9 que voc\u00ea parece ter guardado um segredo durante todo o dia s\u00f3 para me contar. No fundo sei n\u00e3o ser verdade. O fato \u00e9 que abro tuas pernas como facas uma ostra. Isso \u00e9 real. Mas o real nem sempre \u00e9 melhor. S\u00e3o os mal-entendidos que colorem o mundo. O melhor \u00e9 depois conversarmos na janela do nono andar, fumando, olhando os (daqui) pequenos carros na rua. Da janela sinto o mundo recolhendo acontecimentos que nos atingiriam em eco caso estiv\u00e9ssemos l\u00e1 embaixo. Mas, n\u00e3o estamos. Saio do teu corpo como um prazer satisfeito ou uma doen\u00e7a. Dentro voc\u00ea \u00e9 macia pista de gelo quente. Fora, todo este teatro \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. A luz \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o de outro mundo, refletido em teus cabelos. O segredo que voc\u00ea tanto guardou durante o dia \u00e9 sempre a mesma hist\u00f3ria, com pequenas altera\u00e7\u00f5es. Surpreendo teus lapsos como \u00e0s vezes a vista surpreende a m\u00e3o em gesto autom\u00e1tico. Mas, sempre finjo n\u00e3o notar. Gosto de ouvi-la, desse h\u00e1lito golpeado pela hortel\u00e3 do teu cigarro mentolado. Por exemplo: a cada vez voc\u00ea troca o nome dos mortos que inventa. Por mim tudo bem. Nomes de mortos n\u00e3o s\u00e3o mais \u00fateis. S\u00f3 acho engra\u00e7ado esse esfor\u00e7o de encena\u00e7\u00e3o. \u00c9 como se eu me importasse. Finjo me importar. Bato \u00e0 tua porta porque estou cansado. Entro carregando nas costas meu pr\u00f3prio corpo. A mim bastaria que voc\u00ea apagasse os incensos da sala. Eles fedem a p\u00e9talas de pl\u00e1stico queimado. Voc\u00ea se deixa entender; eu me deixo escutar. Com voc\u00ea o sexo sempre vem acompanhado pela m\u00e1scara da compaix\u00e3o. Teus pais s\u00e3o indianos e te prometeram em casamento a um velho de setenta anos. Por isso voc\u00ea fugiu de casa e est\u00e1 <em>aqui<\/em>, vivendo <em>essa vida<\/em>. Mas, quantos nomes diferentes teus pais t\u00eam? Eles j\u00e1 morreram mesmo, e de tantas formas assim? Teus l\u00e1bios s\u00e3o l\u00e2minas l\u00edquidas mordendo pequenas peras de luz. Percebi que quando voc\u00ea mente esfrega o pulso com o n\u00f3 dos dedos. Mas, quem n\u00e3o mente? A mentira \u00e9 a principal fun\u00e7\u00e3o da linguagem. S\u00f3 que poucos esfregam o pulso como voc\u00ea. Quando voc\u00ea se espregui\u00e7a lembra um anjo abrindo as asas. Outro dia voc\u00ea disse que eu era <em>ap\u00e1tico<\/em>. \u00c9 que gosto de ficar quieto, silencioso, observando voc\u00ea. Tenho quatrocentos adjetivos diferentes para falar das tuas costas. De qualquer modo, tomei como um elogio. Nossas vidas s\u00e3o t\u00e3o min\u00fasculas. Somos t\u00e3o indefesos, t\u00e3o pequenos, que tenho vontade de rir. Gosto das suas est\u00f3rias. S\u00e3o segredos escritos a l\u00e1pis. Por isso voc\u00ea os apaga e os reescreve toda vez que eu chego. E eu sempre chego, carregando meu cad\u00e1ver nas costas. Retirando o peso da verdade, os corpos ficam mais gratificados, menos constrangidos. Ficam menores, mais do que j\u00e1 s\u00e3o. Vivemos a vida dentro de um sonho. \u00c0s vezes, quando estamos na janela, sinto um insuport\u00e1vel desejo de saltar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aeroportos de papel de carta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhe\u00e7o cidades distantes atrav\u00e9s das malas esquecidas no aeroporto. N\u00e3o s\u00e3o muitas, nem \u00e9 todo dia que as encontro. O ritual \u00e9 t\u00e3o estranho quanto gratuito. Geralmente sento em um dos bares pr\u00f3ximos \u00e0 pista de decolagem, para beber embalado pela tristeza do som das turbinas, admirando, sem entusiasmo, a indiscreta velocidade dos p\u00e1ssaros pesados, as asas de cor cinza, met\u00e1licas. Depois, atravesso a rua como se fosse viajar. Outra tarde, dividi a mesa de um desses bares com Diego M., ator, escritor brilhante, bi\u00f3grafo de \u00edndios assassinos, decidido a embarcar atr\u00e1s de uma harpista francesa que, segundo ele, cheirava bem na pele de madrep\u00e9rola, encimada por olhos mansos (cor de rins). Fique longe do amor e dos aeroportos, aconselhei, dessa combina\u00e7\u00e3o explosiva que seduz a alma dos ladr\u00f5es, pintores, imbecis, palha\u00e7os descal\u00e7os. O amor n\u00e3o deve nunca embarcar. Nunca. A curva do sol refletia nos copos um sorriso de luz quando eu disse: no dia em que os turcos tomaram Constantinopla derreteram os sinos da cidade para fabricar muni\u00e7\u00e3o. De modo que o melhor \u00e9 esperar em casa, sentado, a bala turca vir ferir de vez seu cora\u00e7\u00e3o de puta, que decidir ouvir de perto a sacra m\u00fasica das catedrais. As malas, Diego, procure as malas com rodinhas nos sagu\u00f5es. Seus donos s\u00e3o descuidados. Abra-as, sinta o cheiro de vitrine das roupas amassadas, o odor gordo da fuma\u00e7a dos carros impregnando as gravatas, leia os t\u00edquetes de estacionamento que falam sobre esquinas desconhecidas, descubra assim as ruas dessa cidade de origem, proteja-se. Um erro convertido em amor. N\u00e3o negocie sua alma por isso. Aprecie os aeroportos de longe, as delgadas aeromo\u00e7as em uniformes azuis, esses patins <em>rosa<\/em> que giram sozinhos na esteira rolante, ou o denso cheiro desse pl\u00e1stico que brilha como ouro falso. Da espessa vegeta\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros coloridos calculando fusos hor\u00e1rios aprenda a gostar desse sentimento de que nada dura at\u00e9 o fim da curvatura dos gr\u00e1ficos. Pois o amor acaba porque tudo acaba um dia. O amor sai na urina, entre os cristais da cerveja que tomamos agora, um brinde. De resto, mulheres s\u00e3o cru\u00e9is quando \u00e9 voc\u00ea o estrangeiro. S\u00e3o muros cercando o inc\u00eandio brilhante. Se Henry Miller tivesse vivido na era dos avi\u00f5es n\u00e3o teria ido a Paris atr\u00e1s de suas bonecas vazias. De navio, teve tempo suficiente para se entusiasmar e arrepender-se, longe da enjoada sensa\u00e7\u00e3o de primavera de tudo o que se movimenta r\u00e1pido. Ana\u00efs Nin, afinal, era s\u00f3 uma ninfoman\u00edaca com curso de datilografia e, segundo Artaud, tinha um p\u00e9ssimo gosto para calcinhas. O amor n\u00e3o servir\u00e1 de abrigo antia\u00e9reo caso a bomba imploda da caserna. Ele acabar\u00e1 um dia, na sala de embarque ou desembarque, pois esse tipo de amor se apaixona por si mesmo, bebe de suas unhas o pr\u00f3prio futuro que n\u00e3o ter\u00e1. \u00c9 a estrela dos cansados, farol dos cegos, cartaz de filmes castigado pela chuva. Fique longe desse tipo de amor. Se poss\u00edvel, de qualquer tipo de amor. Fique longe de mulheres brancas, francesas, com sotaques estranhos, tra\u00e7os orientais de est\u00e1tua. S\u00e3o anjos, mas usam coturno. E <em>usar\u00e3o<\/em> os coturnos, quando voc\u00ea menos esperar. De modo que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel amar uma mulher para depois amar a cidade em que ela vive. Cidades distantes costumam enforcar os invasores. Melhor manter-se em p\u00e9, atr\u00e1s das janelas. Sobretudo manter dist\u00e2ncia dos lugares onde poderia ter sido feliz. N\u00e3o seja feliz. N\u00e3o far\u00e1 diferen\u00e7a alguma. Em breve estaremos todos mortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>***<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Subtra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu sempre vou te querer. Sempre. Quando ningu\u00e9m mais te quiser, eu vou. Mesmo depois de voc\u00ea ficar velha, curvada, lenta, bem gasta. Quando ningu\u00e9m mais te desejar, eu irei: desej\u00e1-la, quer\u00ea-la tanto. Mesmo se voc\u00ea engordar, ou emagrecer demais, ou cortar as unhas at\u00e9 a pele sangrar. E quando a ningu\u00e9m mais for suport\u00e1vel tua tristeza, teu humor negro, teu pessimismo, a mim ser\u00e1, pois, quando ningu\u00e9m mais suportar ouvi-la falar de Thomas Bernhard, eu vou querer te ouvir falar de Thomas Bernhard. E mesmo se todos se cansarem dos teus longos sil\u00eancios eu n\u00e3o me cansarei, at\u00e9 por ser durante teus longos sil\u00eancios que eu escrevo. Porque quando voc\u00ea fala eu prefiro o som da tua voz ao dos meus dedos no teclado. Porque escrever \u00e9 sempre dizer que voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1, ou est\u00e1, mas calada. Que o teu sil\u00eancio \u00e9 a minha imagina\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o quando todos cansarem de ti, dos teus dentes manchados, tortos, afiados, do teu h\u00e1lito de nicotina, das tuas m\u00e3os gesticulando nervosas, eu n\u00e3o me cansarei nunca. Mesmo quando teus seios ca\u00edrem, teu rosto enrugar, tua mem\u00f3ria falhar, teus pulm\u00f5es virarem esponja. Quando voc\u00ea for tra\u00edda, esquecida, humilhada, trocada por uma mulher mais jovem ou mais f\u00fatil, eu vou te querer ainda mais, e para nunca te trair, te esquecer, te humilhar, te trocar. Quando voc\u00ea estiver sem dinheiro, sem emprego, sem cigarros, esperan\u00e7a. Quando pouco ou nada sobrar de voc\u00ea, eu ainda vou querer esse pouco, esse nada, esse tudo que se puder raspar do prato raso dos teus sonhos. Sim, mesmo quando teu gato envelhecer, e passar a dormir dezoito horas por dia, e voc\u00ea se sentir sozinha sem ele, eu vou estar sempre acordado para voc\u00ea. At\u00e9 mesmo se voc\u00ea tiver adquirido manias, tiques, doen\u00e7as, d\u00edvidas, varizes, joanetes, verrugas, manchas na coxa. Pois, quando tuas tatuagens forem se apagando aos poucos e deformando-se conforme tua pele for enrugando, ainda assim gostarei delas, quererei v\u00ea-las. Digo: depois que o sexo (g\u00e1s do p\u00e2nico) j\u00e1 n\u00e3o for mais t\u00e3o importante, e tudo for esse imenso vazio negro do desejo saciado. Sim. E depois de ningu\u00e9m mais suportar teu bruxismo, tuas bebedeiras, teu choro, tuas olheiras, tuas c\u00f3licas, eu te pegarei pelos bra\u00e7os e te darei banho, e limparei teu v\u00f4mito, e te deitarei na cama, e velarei teu sono por toda a noite. Enquanto eu estiver aqui eu estarei sempre aqui. Porque aprendi coisas novas para te contar. Que agora sei onde as modelos de Klimt enfiavam os dedos enquanto ele as pintava. Descobri hoje. Mas isso eu n\u00e3o vou te contar agora. Eu sempre vou te querer. Sempre. Mesmo que o amor n\u00e3o signifique mais nada para mim. Eu sempre vou te querer pelo simples fato de ser imposs\u00edvel para mim que eu n\u00e3o te queira. \u00c9 imposs\u00edvel. Pois quando estou na rua e algu\u00e9m me pergunta que horas s\u00e3o eu sempre respondo que \u00e9 a hora certa. E sempre \u00e9 a hora certa. Sempre ser\u00e1 a hora certa. Sempre. Sempre. Sempre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Tadeu Sarmento<\/em><\/strong><em> nasceu no Recife, safra de 1977. \u00c9 autor dos livros \u201cBreves Fraturas Port\u00e1teis\u201d (Fina-Flor Editora, 2005) e \u201cPaisagens com Ideias Fixas\u201d (Bartlebee, 2012). Em 2014 foi um dos vencedores do II Pr\u00eamio Pernambuco de Literatura, com o romance \u201cAssocia\u00e7\u00e3o Robert Walser para s\u00f3sias an\u00f4nimos\u201d (Cepe Editora, 2015). Defende trincheiras indefens\u00e1veis no <strong><a href=\"https:\/\/visoesdeezequiel.wordpress.com\/\">Vis\u00f5es de Ezequiel<\/a><\/strong> e despejou entulhos liter\u00e1rios no <strong><a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/LontraHiperborea\">Lontra Hiperb\u00f3rea<\/a><\/strong>. As tr\u00eas narrativas acima integram o in\u00e9dito \u201cSete Palmos Debaixo do C\u00e9u\u201d.<\/em><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vest\u00edgios do amor em tr\u00eas contos in\u00e9ditos de Tadeu Sarmento<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9953,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2532,2534],"tags":[2574,419,41,2573,1290,2575,2572],"class_list":["post-9937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-101a-leva","category-dedos-de-prosa","tag-aeroportos-de-papel-de-carta","tag-contos","tag-dedos-de-prosa","tag-flores-no-microondas","tag-recife","tag-subtracao","tag-tadeu-sarmento"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9937"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9941,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9937\/revisions\/9941"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/diversosafins.com.br\/diversos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}